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horizonte artificial

ideias e achados.

Vila Nova da Barquinha no outono

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Não gosto de fazer posts com muitas fotografias corridas aqui no blog, porque me parece que não encaixa bem no formato de "postal" a que me fui habituando, mas vou abrir uma exceção para vos mostrar pela minha lente um dos meus sítios favoritos. Vila Nova da Barquinha fica a 1h30 de comboio de Lisboa e já lá tinha estado antes, só que este ano dei por mim a voltar algumas vezes e acabei por me apaixonar por esta pacata vila à beira do Tejo (com a curiosidade histórica do rio ali passar por teimoso e laborioso engenho humano). Deixo algumas fotografias da minha mais recente visita, com direito às cores outonais e, claro, bancos. Apetecia-me viver ali e poder experimentar horas de leituras em cada um deles, nas quatro estações do ano. Que sorte, poder viver num sítio assim.

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As fotografias têm o contraste um bocadinho carregado, mas prometo que é apenas para fazer justiça ao verdadeiro cenário. Se puderem, façam uma escapadinha por lá, e não deixem de experimentar (e reservar) o Loreto, um dos restaurantes a que mais gostei de voltar este ano (a luz junto ao rio, a simpatia no atendimento e o esmero dos pratos, com um toque médio-oriental) e de visitar o Borboletário Tropical de Constância (a 15 minutos de carro e, dependendo dos horários, também acessível de comboio).

PS: Já depois de publicar o post, descobri que foi destacado na homepage do SAPO. Agradeço a simpatia da equipa SAPO (da qual faço parte e a quem não pedi ou sugeri o destaque) e aproveito para recomendar um alojamento na Barquinha: os Sonetos do Tejo. Fica situado em frente ao parque (nas fotografias acima) e é de uma hospitalidade irreprensível. Se forem na altura certa, até se arriscam a levar para casa algumas tangerinas crescidas na propriedade.

Ainda não regressei a todos os meus sítios preferidos

Uma espécie de post-balanço de 2021

Foi um dos objetivos que coloquei na cabeça assim que começámos a falar em desconfinar, ali a partir do passado mês de maio: regressar a todos os meus sítios. Já estamos em 2022, a sair aos poucos de uma "semana de contenção" (mais uma para o glossário destes tempos estranhos que vivemos), e dei por mim a pensar se já teria revisitado todos esses sítios que frequentava ou dos quais tirava prazer em espreitar ocasionalmente.

Acrescentei sítios novos a essa lista em 2021, alguns dos quais passei a frequentar regularmente, mas os sítios do costume? Esses, continuam, à falta de melhor palavra, intermitentes. Visitá-los ainda depende da vontade explícita de regressar. Falta espontaneidade e serendipidade, por um conjunto de motivos.

Daqueles que atribuo à pandemia, consigo ilustrar um: a falta de vontade de ficar meia hora com um chá e um livro aberto numa das minhas pastelarias (o meu coração pasteleiro franchisa mais localizações do que a Padaria Portuguesa). Mesmo com todas as medidas de segurança, continuo a evitar passar muito tempo em espaços fechados que sejam frequentados por muitas pessoas.

Portanto, não, ainda não regressei a todos os sítios, todas as vezes que gostaria de ter regressado. E escrevo isto mais em jeito de constatação do que de lamento. O meu desejo para 2022 é que, estando o essencial assegurado, saibamos aproveitar cada aberta na meteorologia, cada hora livre e regressar aos nossos sítios favoritos.