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02/06/19

Lisboa esteve aos seus pés

Tatiana-Mosio Bongonga a atravessar a Alameda na corda bamba

Tatiana-Mosio Bongonga, ontem ao final da tarde, a atravessar a Alameda na corda bamba, perante os milhares de espetadores que vieram assistir ao seu espetáculo, "Linhas voadoras".

Aquele sorriso, que diz quase tudo, é a marca do domínio absoluto que mostrou ao longo da hora que levou a percorrer os 300 metros (aproximados) do meio da Alameda ao topo da fonte luminosa. Foi um dos feitos mais impressionantes, e carregados de tensão, que tive a sorte de poder testemunhar ao vivo. E dou-me, mesmo, muito sortudo por ter apanhado a (demasiado) discreta promoção da Câmara Municipal de Lisboa ao evento.

No final, quando a artista já estava a escassos metros do ponto de chegada, e a curta distância agigantava ainda mais o seu sorriso, momento inesquecível (que justifica chamar de genial à pessoa que idealizou a situação): a fonte luminosa, até aí desligada, ganhou vida e dela pareceu jorrar toda a água e tensão acumuladas durante aquela hora de olhos postos numa mulher de vestido de lantejoulas, sem rede e sem medo, a caminhar no céu de Lisboa.

É de momentos e feitos assim que são feitas as lendas de uma cidade. E Lisboa ontem ganhou mais uma. Bravo, Tatiana!

22/03/19

Os dois projetos em que votei para o orçamento participativo de Lisboa

Este ano, pela primeira vez, interessou-me espreitar com mais atenção os projetos que estão a votos no orçamento participativo (OP) de Lisboa. Os projetos resultam de propostas feitas por cidadãos que entretanto foram validadas e escolhidas pela câmara. Na fase atual, só resta votar nas propostas que devem ser incluídas no orçamento anual da câmara. Cada pessoa pode votar em dois projetos: um projeto transversal à cidade, e portanto com maior orçamento, e outro de âmbito mais local (pelo que percebi, por cada grande zona da cidade é eleito um projeto local).

 

Biombo de lamelas em tela semirrígida a circundar elevadores à noite

O título é um bocadinho críptico, mas depois de perceber a que elevadores se refere (os ascensores antigos no centro da cidade), faz sentido. Tratam-se de ícones da cidade (mais do que meios de transporte) que são permanentemente alvo de vandalismo e a instalação de proteções é capaz de gerar alguma poupança na sua limpeza e recuperação. É considerado um projeto Estruturante, presumivelmente por abranger vários locais da cidade.

 

Reformulação da Pista clicável do Jardim do Campo Grande - Norte

Não vivo na zona do Campo Grande, raramente passo por lá à superfície, mas quando o faço é de bicicleta... e passar na ciclovia paralela ao jardim Mário Soares é como atravessar um pequeno caminho de obstáculos. As raízes das árvores à volta foram lentamente abrindo brechas em plena via, resultando num mar de lombas que é necessário contornar com cautela. O resumo do projeto não diz especificamente que é disto que trata a reformulação, mas mesmo que não seja, já tem o meu voto. A ser isto, claro, continua a não estar entre as coisas mais importantes ou críticas para a cidade, mas é um dos projetos locais que me dizem qualquer coisa, por conhecer e passar na zona.

14/08/18

10 tweets sobre as bicicletas GIRA

Bicicletas GIRA

  1. Sou utilizador desde junho e conto até agora mais de 150 viagens no sistema - uma média de 2.5 viagens por dia, sobretudo entre o trabalho e o comboio.
  2. Estou viciado.
  3. O meu percurso favorito em ciclovia é entre o Saldanha e o Campo Grande, ao início da noite. Aquela reta enorme paralela ao jardim Mário Soares é uma espécie de A1 das bicicletas.
  4. A bicicleta sempre foi uma espécie de brinquedo, mas quem é que tem as pernas e o luxo de poder suar a caminho do trabalho? A bicicleta elétrica é o brinquedo para todas as faixas etárias e dress codes.
  5. Congestionamento de bicicletas já é uma realidade no centro de Lisboa. Alguma falta de civismo (sobretudo falta de cedência de prioridade aos peões nos sítios onde a ciclovia se cruza com passadeiras) também.
  6. O sistema de pontos torna o sistema ainda mais viciante (já somo 13 mil).
  7. Já vi malta a ciclar com uma mão no guiador e outra a escrever no telemóvel.
  8. Agora que ando mais à superfície, noto como a poluição no centro da cidade é muito real.
  9. Fora das ciclovias, partilhar a estrada com automóveis ainda é uma experiência intimidante e cansativa (é preciso o dobro da atenção).
  10. Andar de bicicleta pelas ruas de Lisboa com amigos. Olá adolescência que nunca tive.
15/06/18

Sobre a Feira do Livro de Lisboa 2018

Alguns tweets rápidos:

  • Não percebi o grande tema da feira deste ano.
  • Agora a sério, uma ideia gira para introduzir mais novidade à feira: um tema diferente por edição.
  • Sentimos todos falta do sol nas últimas semanas, mas é impressão minha ou foi uma das feiras mais "secas" dos últimos anos? A chuva não marcou muita presença, à exceção de uma ou duas manhãs.
  • Trabalho perto, e sou atraído por livros como uma melga a uma lâmpada acesa, por isso, sim, fui mais vezes à feira do que me sinto à vontade para admitir aqui (vá, umas 7 ou 8 vezes).
  • Provei finalmente os estaladiços gofres à venda na feira e fiquei desiludido.
  • A feira do livro continua a ser, para mim, uma excelente forma de descobrir e acrescentar livros à minha lista de leituras. De outro modo, como me teria cruzado com este delicioso título de Mário Cesariny, a Primavera Autónoma das Estradas, a surpreender transeuntes desprevenidos algures na feira?
  • Livros comprados? Só um, num alfarrabista, para oferecer à mulher mais perigosa que conheço: Mulheres que lêem são perigosas.
  • Terminou na quarta-feira e já estou com saudades.

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