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27/12/15

47 minutos e 28 segundos

saosilvestre

Quem segue este blog vai ter de ter alguma paciência comigo por este momento de vanglória, mas estou mesmo muito contente com o tempo que alcancei ontem, na corrida de São Silvestre Lisboa (10km que percorrem a Baixa da cidade). Não pensei mesmo que iria conseguir melhorar substancialmente sobre o tempo do ano passado (52m), especialmente com a dor de burro que me atingiu logo aos 3 quilómetros (cometi o erro de ingerir água muito cedo na corrida).

Não me sinto à vontade no meio de grandes multidões, por isso ao longo do ano só participo em duas provas de corrida, a Meia Maratona da ponte 25 de abril e São Silvestre. Ambas têm um ambiente muito próprio, a começar pela temperatura do ar, e tiram o máximo partido da cidade de Lisboa, que é o meu principal motivo para participar e as recomendar a toda a gente que conheço. É uma experiência ótima e, no caso da São Silvestre, uma das poucas oportunidades para descer a correr pela estrada a avenida da Liberdade.

Fica o recorde pessoal, que não queria deixar de registar aqui :)

Captura de ecrã 2015-12-27, às 10.46.09.png

 (foto: São Silvestre Lisboa)

21/06/15

A corrida mais curta do ano

Pratico natação há uns anos e este ano tive curiosidade em participar pela primeira vez numa prova de aquatlo. Achei que ia ser canja, dadas as distâncias envolvidas (um segmento de 250m de natação e outro de 2.5km de corrida seguido de mais 100m de natação), mas acabou por ser uma das coisas mais difíceis (e incríveis) que fiz recentemente (se calhar não é por acaso que este post surge depois do da meia-maratona).

 

Quando dei por mim estava debaixo de água a ser atacado de todos os lados por braços e pernas dos outros atletas. Nadar no meio de um cardume deve ser algo parecido. Fui ficando para trás (descobri que, mesmo com distâncias curtas como 250m, é muito diferente dar voltas sem descanso) e quando me arrastei para fora da piscina já nem via os meus competidores. Estava tão exaurido que não consegui sequer comandar os meus braços a vestir a t-shirt. Calcei os ténis (dica: ajuda desatar os ténis antes da prova começar) e lá consegui acalmar a respiração para atacar o percurso à volta da Cidade Universitária.

 

A corrida mais curta que fiz este ano acabou por ser também a mais difícil. Ser mais corredor do que nadador permitiu-me, todavia, recompensar algum do tempo perdido na piscina. Os últimos 100 metros de natação foram feitos da maneira mais atabalhoada possível, mas foram feitos.

Terminei nos últimos lugares do meu grupo etário, mas se há coisas que valem pela experiência, mesmo sem quase nenhuma preparação, esta foi uma delas.

22/03/15

A minha primeira meia-maratona

Depois do falhanço do ano passado, hoje corri finalmente a minha primeira meia-maratona de Lisboa.

Há cinco anos seguidos que não falho este domingo na ponte (como participante da mini-maratona) e este foi provavelmente o mais nublado. Não que tenha feito qualquer diferença ao nível da temperatura. Aos 8km da prova já procurava aproveitar qualquer réstia de sombra ao longo do percurso, fosse proporcionada por árvores ou por um dos comboios da linha de Cascais.

O meu recorde anterior de distância era de 16km, pelo que não sabia mesmo o que me esperava hoje, ao passar essa fronteira. Posso dizer que foi bem mais fácil do que imaginava, sem demasiado esforço e qualquer dor. Inesperadamente, foi mais difícil psicologicamente do que em termos físicos. Os últimos 4km, em particular, pareciam um campo de batalha, com sucessivos corredores a precisarem de assistência, incluindo uma situação envolvendo reanimação (que, infelizmente, soube mais tarde, não foi bem sucedida).

O som repetitivo da passada da multidão a certa altura começou a moer. Estávamos todos a seguir na mesma direção, mas tão focados no nosso desempenho individual que não diferiu muito de correr sozinho. Foram duas das horas mais solitárias que passei no seio de uma multidão, isso é certo.

Tinha o objetivo algo irrealista de completar os 21km da prova em menos de 2 horas, a uma média de 6 minutos por quilómetro, e algo inesperadamente consegui, com 51 segundos de margem (tempo oficial: 1h59m09s). Não tenho a certeza do que se segue, nem sequer se quero voltar a participar numa corrida organizada desta dimensão, mas para já, fica a sensação de um objetivo cumprido.

14/03/14

a regra nº1 de correr uma meia-maratona

É não publicitá-lo no blog. Para não acontecer, duas semanas depois, ter de anunciar que já não se vai participar devido a uma lesão.

 

O meu joelho direito começou a doer há duas semanas depois de uma corrida, parei uns dias para descansar, e voltei a testar esta semana, mas a dor voltou quase imediatamente. Estivesse tudo OK, e mesmo com a preparação já estragada, iria correr no domingo, mas bastou correr mil metros, na quarta-feira, para o joelho voltar a dar sinais de problemas.

 

Estou um bocadinho frustrado, tendo em conta que comecei a preparar-me para esta corrida em Dezembro (208 quilómetros corridos desde então), mas sobretudo desanimado com a ideia de ter de parar de correr por uns tempos, logo na melhor da altura do ano para o fazer em Lisboa. Na última semana, com a chegada do bom tempo, foi ver corredores a surgirem de todas as esquinas e direções na Baixa e junto ao rio.

 

No domingo espero que o joelho me permita ir caminhar na mesma, e passar a ponte (a melhor parte). Se forem, boa corrida!

01/03/14

15 dias para a meia-maratona de Lisboa

 

A meia-maratona de Lisboa é já dia 16 de março. Vai ser a quinta vez que atravesso a ponte 25 de Abril a pé e a primeira vez a correr a meia-maratona (21km), sendo que a maior distância que fiz a correr até hoje foi 16km - e chegar lá foi como esbarrar numa parede. O objetivo é fazer os 21km sem parar ou caminhar (e só colapsar na meta).

 

Inscrevi-me na prova no final de dezembro e imaginar-me a desistir a meio ou a não aguentar os 21km a correr forneceu a motivação que precisava para cumprir uma resolução antiga de passar a correr diariamente. Não sou obcecado por correr, nem tenciono passar a ser, mas gosto da ideia de fazer exercício físico ao ar livre, sem restrições de horário ou percurso. Virar à esquerda quando quiser, seguir pela primeira vez por aquela rua, olhar por cima do ombro e ver o dia a nascer sobre a cidade.

 

Depois de ter conseguido chegar aos 16km, no início de fevereiro, passei a estar mais otimista em relação às minhas possibilidades, mas de vez em quando vou rever no Google Maps o percurso da prova e o meu ceticismo aumenta a cada nível de zoom no mapa, à medida que as distâncias começam a ficar mais próximas da realidade. Conheço pessoas que fazem 10km como se fosse um passeio no parque, mas 21km e 2 horas de corrida (estimativa baseada no meu ritmo médio de 5'44/km) estão completamente fora da minha área de conforto.

 

Estou cético e um bocadinho apreensivo com o esforço necessário para cumprir o objetivo, mas mais do que isso, estou entusiasmado (e é daí que vem este post) com a ideia de ultrapassar um limite físico meu e curioso com a sensação que se seguirá.

 

Dia 16, por esta hora, já saberei.

20/12/13

A loucura da semana

Eu: Bom dia, vinha inscrever-me na corrida de Março.

Banco: Na Mini ou Meia maratona?

Eu: ... (hesitação de 10 segundos, que pareceu para sempre) ...

Eu: Na Meia!

E foi assim que me inscrevi para uma prova de corrida com 21km, quando mal consigo chegar vivo aos 7km num treino normal.

 

Fica a dica: até 31 de Janeiro, a inscrição na mini ou meia maratona é mais barata. Seja a pé ou a correr, vale muito a pena atravessar a ponte a pé e fazer aquele percurso junto ao Tejo no início da Primavera.

24/03/13

correr: a mini-maratona de Lisboa



Um recorde pessoal, sendo que devo ter feito 2-3 dos 7 quilómetros a andar. Foi uma manhã de mais sol do que nuvens, o que ajudou a garantir mais uma vez que tudo corria bem. Se ainda não participaram, reservem já este domingo do próximo ano. É uma experiência que mistura desporto, boa disposição e um cenário incrível de Lisboa ao passar a ponte a pé.

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