Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

18/05/20

Desconfinamento

Hoje arrancou a segunda fase de relaxamento das medidas de contenção da COVID-19. Reabriram creches, escolas, restaurantes e mais algumas lojas de média dimensão. Era difícil fazer coincidir este segundo passo no regresso à normalidade com um dia mais solarengo do que o de hoje. Notei isso mesmo logo às 8h, quando fui buscar pão e me espantei com o colorido das mesas e dos guarda-sóis abertos nas ruas. Como uma flor de maio pontual, as esplanadas voltaram.

Tenho dado por mim a tentar fazer sentido de algumas críticas que vou lendo nos blogs e jornais ao "grande confinamento", como já lhe chamam. E a conclusão a que cheguei é esta: há dois campos possíveis, entre os que acham que o Estado fez muito pouco (e/ou muito tarde) e aqueles que dizem, agora, que o Estado se excedeu e fez demasiado (com violações de direitos fundamentais e excesso de medo). Incluo-me firmemente no primeiro grupo. Prefiro pensar que fizemos demasiado pouco, do que aceitar a ideia de que podíamos ter continuado imperturbáveis e indiferentes nas nossas rotinas ao custo real, em vidas humanas, desta pandemia.

Como li algures hoje, vivemos em sociedade, e não numa economia. A noção de que o aparato sanitário, e subsequente impacto económico, pode ter sido insuficiente para evitar todo este sofrimento humano permite, mesmo assim, um módico de consolo pelo esforço coletivo feito (e a possibilidade de repará-lo, com políticas sociais e económicas que apoiem os mais pobres e mais afetados pelo layoff e desemprego). O contrário, não.

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2010
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2009
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2008
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.