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15/02/22

Como tento ser um bocadinho mais feliz

Não resisti a ler há uns dias este artigo (que é realmente uma lista) do Guardian sobre 100 ways to slightly improve your life without really trying. Tirando o óbvio apelo a qualquer representante da espécie humana (quem não gostaria de melhorar a sua vida com pouco esforço?), parece-me ser o tipo de artigo que pisca o olho a quem, como eu, já tenta colocar em prática muitas das dicas lá reunidas. Por outras palavras, mais do que uma lista, desconfio tratar-se de uma checklist, cujo maior aliciante reside na satisfação que a identificação ou confirmação podem produzir junto daqueles que a consultem (sob a forma de "sou uma destas pessoas" ou do "já faço isto"). No meu caso, gostei tanto da sensação, que comecei a pensar nas pequenas e peculiares estratégias que adotei no meu dia-a-dia para melhorar a minha vida. Dentro do mesmo espírito do artigo, partilho aqui algumas das que me ocorreram até à "hora de fecho" do post:

1. Imprimo fotografias
Digitalizei grande parte das fotografias da nossa família, selecionei algumas que tirei entretanto com a minha própria câmara e tratei de as imprimir para emoldurar e pendurar lá por casa. No início de cada mês, mudo as fotografias nas paredes. Faz-me sentir um galerista em potência e convidar as recordações boas já é uma pequena maneira de melhorar a vida.

2. Reparo nos nomes das árvores
Esta é ligeiramente inspirada noutra da lista do Guardian. Diverte-me ter temas de conversa na manga que escapem ao óbvio. Falar de árvores parece-me ser um tema simultaneamente situacional (podemos comentar o que temos à nossa volta) e aspiracional (reconhecer e identificar os elementos de uma paisagem já é uma forma de conservação, de valorização e de auto-conhecimento). Em Lisboa, ainda por cima, basta prestar atenção, pois algumas árvores já têm nome (pequenas placas deixadas pelo município à volta dos troncos das árvores com a identificação da sua espécie).

3. Vejo um programa televisivo em família (no nosso horário)
A convivência diária, ampliada pela pandemia, também pode redundar na falta de temas para conversa. Lá em casa, descobrimos que ver todos os dias ao pequeno-almoço um bocadinho de um programa como o MasterChef  (cada episódio pode durar hora e meia, o que torna difícil de acompanhar pela noite de sábado adentro) pode ser empolgante e útil para aprender algumas receitas novas. É a primeira vez que estou a acompanhar a edição portuguesa do MasterChef e está a surpreender-me pela positiva. O grau crescente de exigência dos desafios do programa é mais intimidante, por exemplo, que qualquer prova de fogo no Hell's Kitchen (que, no interesse da transparência, admito que também estamos a acompanhar). O foco na culinária e na competição pela excelência eleva todos: concorrentes, jurados e espetadores. (E os meus favoritos para ganhar? A Tânia, o David e a Fernanda.)

4. Nunca deixo de experimentar uma pastelaria nova
A pastelaria portuguesa, enquanto arte e cultura, faz-me uma pessoa mais feliz. Se abriu uma pastelaria nova, contem comigo para ir lá experimentar alguma coisa. É mais uma forma de explorar diferentes zonas da cidade e de sair da rotina.

5. Ouço o Spotify à segunda-feira
O algoritmo do Spotify prepara todas as semanas uma lista gratuita de músicas recomendadas com base no histórico de cada utilizador. Entre as vinte e tais músicas, é raro favoritar mais do que uma ou duas, mas é quanto basta para ter ali um motivo para esperar por segunda-feira. Curiosidade parva: será que o algoritmo também descansa ao fim-de-semana?

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