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27/10/19

Christine

Já repararam como escutamos/assistimos/lemos/provamos algo com mais atenção quando nos é recomendado por alguém? Eu sei que isto pode soar um bocadinho óbvio, mas sinto que é algo que se tem vindo a perder na era das recomendações automáticas (no Spotify, Youtube, etc).

Prova A: este texto da Vanessa sobre o teledisco Christine dos Christine and the Queens, lançado em 2014:

Neste vídeo a nossa perspectiva é desafiada. As imagens captadas revelam o desejo de movimento em sintonia com o movimento dançado pelos bailarinos, como se a câmara por vezes dançasse juntamente com eles.

É mesmo um vídeo e tanto, duplamente surpreendente por poder ser descrito como mostrando apenas algumas pessoas a dançarem em cima de um estrado. Como a Vanessa dá-se conta, é uma coreografia que tem a câmara como parceira de dança.

Falo disto aqui porque li o texto da Vanessa no início do mês e a música ainda não me saiu do ouvido ao fim deste tempo todo. O meu nível de francês ainda não me permite destrinçar a letra (foi uma surpresa total, por exemplo, descobrir que a canção começa por Je commence un livre par la fin) e fazer uma ideia completa sobre o seu sentido, mas aos meus ouvidos soa como um jogo distraído de palavras e sonoridades, que depois o teledisco leva um bocadinho mais longe, dando-lhe uma dimensão espacial. Já li nos comentários do Youtube o palpite de quem acha, algo inesperadamente, que pode referir um episódio de violência doméstica. Na Wikipédia, a autora é citada a contar que se trata de "uma canção fácil com um tema difícil" sobre alguém que se sente fora do seu lugar.

Seja qual for o sentido que lhe queiramos dar, sinto que se trata de uma canção que ganha mais vida com o seu teledisco. Sigam a recomendação, e julguem por vós próprios (só não me culpem depois, se ficar no ouvido durante semanas).

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