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horizonte artificial

ideias e achados.

Fevereiro

Um motivo de entusiasmo

Pode ser um pouco prematuro, mas estou entusiasmado com a possibilidade de ter mais dias de sol. Mais luz, mais saídas, mais fotografias.

Um livro

Ainda não comecei nenhum dos livros que referi aqui nos últimos meses. É melhor não me afundar mais.

Teatro

Falhei vários espetáculos em janeiro, mas uma ideia para fevereiro é este Nada a esconder

Um post na gaveta

O blog está a caminho de fazer 12 anos, mas ainda gostava de escrever o estatuto editorial deste horizonte artificial - isto é, um texto que explicite os princípios que tento seguir de cada vez que escrevo e publico um texto aqui.

Uma ideia para riscar ou esquecer

Julgo que ainda não risquei nenhuma das ideias que vou deixando todos os meses nesta rubrica, mas gosto deste exercício, de passar as ideias para o "papel" e ir abrindo algum espaço na cabeça para outras. Este mês, gostava de concretizar uma velha ideia, que consiste em criar um blog separado (com fotografias da natureza? de Lisboa? não sei ainda), dedicado às minhas fotografias.

Uma fotografia por fazer

Ando há meses a pensar nisso, desde que vi este post no Arca de Darwin: gostava de "apanhar" um esquilo em Monsanto com a minha câmara.

Um filme

Está lá por casa, à espera de ser visto, há uns anitos: o documentário Lissabon Wuppertal Lisboa, de 1998.

Um sítio

A Assembleia da República. Entrei lá, pela primeira vez, há poucos meses, a propósito da exposição "O direito sobre si mesmo: 150 anos da abolição da escravatura no império português", mas não deu para ver muito mais. Este mês, há visita guiada programada.

Janeiro

Estou a gostar de fazer estes posts no início de cada mês. Apercebi-me que são uma espécie de índice do blog para o mês que se segue: se os lugares e as experiências que refiro no início do mês se destacarem, vão justificar, mais cedo ou mais tarde, um post.

Um motivo de entusiasmo

Envolve trabalho e uma forma de ajudarmos quem tem blog a passar das ideias à escrita. Mais em breve.

Uma viagem

Para já, não há nada no calendário.

Um livro

Vi-o na televisão, a ser entrevistado pela Cristina Ferreira, e fiquei impressionado com o exemplo de determinação, perante a adversidade, do José Ricardo Vidal. O seu livro, Viver com Alma, é um dos que gostava de conseguir ler este mês.

Aprender

Já fiz algumas, mas gostava de voltar a ter algumas aulas de yoga.

Teatro

Estou a pensar ir até Chicago, a peça, no Teatro da Trindade.

Um post na gaveta

Escrever sobre o meu projeto secreto.

Uma ideia para riscar ou esquecer

Ideia meio louca, fazer um videoclip para uma das minhas músicas preferidas da Márcia. Nunca fiz um vídeo para publicação (nem sei como gravar um vídeo com a minha DSLR..), pelo que isto seria um desafio criativo interessante.

Uma fotografia por fazer

Algumas das minhas fotografias mais impressionantes de 2019 envolvem a força do mar, sob a forma de ondas. Gostava de ver ao vivo, e fotografar, a maior delas, na Nazaré.

Um filme

Na última viagem ao Algarve, no dia em que regressávamos de Sagres, tive tempo para reparar num jovem mochileiro a caminhar à beira da estrada secundária que percorríamos, vazia de mais carros. O sol já tinha desaparecido no horizonte, mas ainda restava luz suficiente para ser dia. Novembro não é a pior altura do ano para percorrer a costa vicentina a pé, mas mesmo assim é normal que o número de pessoas a fazê-lo diminua, sobretudo a sul de Odeceixe (onde o trilho dos Pescadores termina, e passa ser mais difícil seguir a linha da costa). Por saber isso, o meu cálculo mental foi imediato: espanto e um pouco de inveja por quem se propôs, apesar da timidez do sol e da falta de companhia, a fazer aquele caminho a pé. Fiquei a fitá-lo pelo espelho retrovisor e a inveja foi ainda maior quando o vi, nos últimos instantes possíveis, sair da estrada e caminhar livremente pelo campo que se abria paralelo à via. É impossível ter a certeza, a partir de um espelho, para mais de um carro em andamento, mas a sua postura era inequívoca: alívio e encanto por ali estar, a absorver a paisagem, recompensa daquela jornada. Sei que parece que estou a embelezar a coisa toda, mas a força cinematográfica do momento atingiu-me toda naquele instante, sem precisar de pensar no assunto mais tarde. Fui o espetador acidental, por um fugaz acaso, da felicidade única que pode existir na caminhada solitária.

Esta foi uma das imagens mentais mais fortes que trouxe daquela viagem, e sei que vai inspirar mais caminhadas este ano. É também a razão da escolha do filme a ver (por casa) este mês: Wild.

Um sítio

Gostava de ficar a conhecer a Casa da Cerca (aquela imagem de capa é lindíssima, e sugere a possibilidade de mais fotografias de beleza igual), em Almada.

Dezembro

Um dos meus meses preferidos do ano, pelo frenesi de atividade cultural que gera e por ser o mês das listas (do balanço do ano que passou aos planos para o próximo). É um mês tão preenchido que me inspirou a acrescentar mais três categorias à lista.

Um motivo de entusiasmo

Uma palavra: Márcia. Tem um grande concerto marcado para dia 18 em Lisboa, mas é possível que tenha a sorte de a voltar a ver atuar antes disso. Depois conto.

Uma viagem

Estou muito entusiasmado com esta: Porto! Já lá fiz uma passagem de ano, mas não sei como é realmente no Natal. É uma viagem que dispensa condução, por isso vai ser para descontrair por completo.

Um livro

Não consegui começar a leitura do livro Açores a pé, mas já vou a meio do A Man on the Moon: The Voyages of the Apollo Astronauts, por Andrew Chaikin. É um calhamaço de livro, um dos poucos que comprei este ano (por altura do 50º aniversário da chegada da Apollo 10 à Lua), e em relação ao qual não alimentava grandes expetativas, mas que se está mostrar surpreendentemente absorvente e fácil de ler.

Aprender

Categoria chatinha que eu tinha de ir criar... vai continuar vazia este mês.

Teatro

Vou riscar esta já hoje, com a peça Osmarina Pernambuco não consegue esquecer, de Keli Freitas, no Dona Maria II.

Um post na gaveta

Quero voltar a fazer uma wishlist de Natal (a última data de 2015), que não serve realmente para pedir prendas, mas para organizar leituras futuras e estantes virtuais.

Uma ideia para riscar ou esquecer

Criar um clube de leitura no meu círculo de amigos. Até podia ser virtual, mas que permitisse trocar livros e leituras. Parece impossível, não é? No meu caso, talvez seja, mas há por aí alguns sortudos que conseguem.

Uma fotografia

A ideia é fazer da fotografia do último pôr-do-sol do ano uma tradição e encontrar um sítio novo este ano para a tirar.

Um filme

Fácil, a estreia do Episódio IX - A Ascensão de Skywalker. É a única grande saga pipoqueira a que ainda não me tornei imune com o tempo e a quantidade de sequelas. Se alguma coisa, o ciclo atual de lançamentos (um filme no final de cada ano) voltou a entusiasmar-me com a ida ao cinema nesta altura do ano.

Um sítio

Gostava de conseguir ficar finalmente a conhecer a Livraria Solidária de Carnide.

Novembro

Acho que falar dos meus planos para cada mês vai tornar-se uma coisa recorrente por aqui. Tenho alguma dificuldade a planear coisas a médio e longo prazo e a atualizar o meu próprio blog, por isso parece-me um 2 em 1.

Um motivo de entusiasmo

Nada me entusiasma mais do que um lançamento e andamos há meses, no trabalho, a preparar algo que vai brevemente ver a luz do dia.

Uma viagem

Vou rumar a Sul por uns dias, para ver o outono fora da cidade.

Um livro

Consegui, finalmente, começar a ler a biografia da Michelle Obama, um calhamaço de livro, e espero acabar a leitura nos próximos dias, tal é o ponto a que estou absorvido. Também estou a pensar ler o Açores a Pé, de Nuno Ferreira, para compensar o tempo passado dentro de portas nos próximos tempos (por causa da chuva).

Aprender

Ainda restam algumas aulas de desenho, mas, sinceramente, não tenho mais nada em vista.

Um post na gaveta

Escrever, finalmente, sobre a maior coisa a que me desafiei nos últimos anos.

Uma ideia para riscar ou esquecer

Tenho passado tanto tempo de volta das minhas fotografias de Monsanto que me ocorreu criar uma espécie de Clube de Amigos de Monsanto. Provavelmente, já existe um, mas é o tipo de coisa de que me vejo a fazer parte, agora que conheço melhor alguns dos seus caminhos e do que tem para oferecer a quem gosta de estar na natureza.

Outubro

Habituei-me a ler, no primeiro dia do mês, os planos da Rita para o mês que se segue, e acho que é daí que veio a inspiração para esta vontade súbita de partilhar aqui os meus planos para outubro. É mais apto, porventura, falar em motivos de entusiasmo, porque não são bem planos fechados, mas se inspirar mais alguém, já fico feliz.

  • Uma experiência nova: vou ser agente eleitoral nas eleições legislativas do próximo domingo e não sei o que esperar. Depois tenciono contar tudo aqui, claro;
  • ViagemFestival de Cinema Francês, 3 a 13 de outubro: o cinema conta como viagem, certo?
  • Aprender: comecei em setembro e este mês vou continuar a frequentar algumas aulas de desenho numa associação cultural perto de casa. Está a ser um desafio mais difícil do que esperava, mas é um desafio bem-vindo à criatividade e à minha capacidade para me afastar de um ecrã por mais de uma hora acordada. Não sei bem onde é que isto vai dar, mas já fico satisfeito se for o começo de algo (um hobby, um caderno de desenho, etc);
  • Teatro: gostava muito de conseguir assistir a este Crime, disse ela, e de fazer uma visita a esta Ibsen House.
  • Livros: este mês ando a passear pelos Jardins de Lisboa, de Ivo Meco.

Se tiverem sugestões ou ideias, venham elas.