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17/12/13

arte na rua: o túnel pedonal de Alcântara

Se há uns tempos me tivessem dito que um dia ia entrar no túnel pedonal de Alcântara ao início da tarde e só voltaria a sair de lá à noite, existem mais hipóteses de achar que teria sido vítima de alguma coisa do que participante num projeto de reabilitação urbana. Foi o que aconteceu hoje, em que respondi ao apelo da Câmara de Lisboa por voluntários para ajudar a terminar de pintar as paredes do túnel.

Escadas rolantes avariadas, sujidade, infiltrações, zonas sem iluminação ajudam a compor o quadro de degradação que tomou conta do túnel há já vários anos (décadas?). Só restou mesmo a necessidade de passar por ali, para quem precisa de chegar à estação ferroviária ou de atravessar a Avenida da Índia. Quem por ali já passou sabe que é um daqueles sítios onde se apressa o passo e apura-se os sentidos.

A experiência hoje foi muito diferente. Apetece espreitar todos os cantos, subir cada escadaria e perder tempo a procurar diferentes ângulos para o Instagram. O túnel transformou-se numa galeria de arte urbana com 1400 metros quadrados. É o resultado de uma intervenção de arte urbana, em que a expressão não podia ser mais exata: a arte veio ao auxílio da urbanidade.

A notícia do Público explica tudo o que interessa saber sobre a iniciativa de Octávio Pinho, que com a ajuda da Associação Portuguesa de Arte Urbana (Apaurb) e de algumas centenas de voluntários, têm estado a pintar o túnel desde Agosto (eu só fiquei a saber de tudo isto na semana passada). A Câmara e as empresas que gerem a estação autorizaram (a custo zero) o projeto e envolveram-se entretanto na reparação da estrutura (luzes, canalização, etc). Mesmo que as pinturas não durem, sempre foram repostas as condições básicas de segurança e salubridade.

Hoje já só resta pintar o chão e algumas paredes das escadarias, mas ainda há trabalho para quem possa dispensar algumas horas do seu dia. Basta falar com o Octávio, que costuma estar por lá durante a semana, da parte da tarde. Não vale a pena fingir que entendi completamente a sua motivação, mas ele viu potencial onde toda a gente só via um lugar insalubre a evitar. A ideia, o esforço (reparem no tecto!) e a oportunidade de contribuir com algumas pinceladas conquistou o meu respeito e mais do que justificou o dia tirado.

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