Pelo terceiro ano consecutivo, os momentos do ano que, por algum motivo, não chegaram a sair do camera roll do telemóvel para o instagram, facebook, blog, etc. Os outtakes de 2014 e 2013.
O primeiro livro que me veio parar às mãos em 2015 e um dos mais bem escritos, apesar de se tratar de uma tradução portuguesa já antiga. Migeo fez um ótimo trabalho a desmistificar o aviador, escritor e filósofo em Saint-Exupéry para nos dar a conhecer o homem, com os seus inevitáveis defeitos, e a sua incrível vida.
Esperava, como antecipa a Vanita, o resultado de um golpe de marketing, mas uma vez lá chegado, tive de entrar no livro e isolar o ruído. Foi um dos poucos livros de que falei aqui no blog, está lá tudo o que penso dele.
Foi a minha primeira leitura de Jorge Amado e rendi-me completamente à narrativa das aventuras daquelas crianças. No final, sentia-me uma delas e, claro, não queria que ninguém ali crescesse.
Segundo Sexo (1ª parte), Simone de Beauvoir (link)
Um livro que marcou o feminismo e que clarifica uma série de coisas à volta da nossa condição atual de homens e mulheres.
Uma das últimas leituras de 2015 e um autêntico ramalhete de belas imagens literárias. A curiosidade em relação a Afonso Cruz começou com a apresentação, na Fnac, de "Barafunda", outro livro seu para crianças e logo aí ficou evidente a sua cultura, filosofia e talento para cativar quem o lê.
A Possibilidade de Uma Ilha, Michel Houellebecq (link)
Um livro tão provocador que ainda não sei bem, ao final de um mês, o que pensar dele. A ironia e um certo (alguns diriam considerável) desdém pela humanidade aparecem na leitura como um degrau inesperado no caminho. Vamos tropeçar e retomar o caminho como se nada fosse, mas há um incómodo que perdura.
Quem segue este blog vai ter de ter alguma paciência comigo por este momento de vanglória, mas estou mesmo muito contente com o tempo que alcancei ontem, na corrida de São Silvestre Lisboa (10km que percorrem a Baixa da cidade). Não pensei mesmo que iria conseguir melhorar substancialmente sobre o tempo do ano passado (52m), especialmente com a dor de burro que me atingiu logo aos 3 quilómetros (cometi o erro de ingerir água muito cedo na corrida).
Não me sinto à vontade no meio de grandes multidões, por isso ao longo do ano só participo em duas provas de corrida, a Meia Maratona da ponte 25 de abril e São Silvestre. Ambas têm um ambiente muito próprio, a começar pela temperatura do ar, e tiram o máximo partido da cidade de Lisboa, que é o meu principal motivo para participar e as recomendar a toda a gente que conheço. É uma experiência ótima e, no caso da São Silvestre, uma das poucas oportunidades para descer a correr pela estrada a avenida da Liberdade.
Fica o recorde pessoal, que não queria deixar de registar aqui :)
Esta é a minha wishlist para o Natal deste ano (um bocadinho em cima, eu sei):
1- A Arte de Star Wars: O Despertar da Força: ajudou entrar na sala de cinema com baixas expetativas, mas a verdade é que vibrei com o novo episódio da saga. Cruzei-me com este roteiro visual do filme na Fnac, já com edição portuguesa, e adorava poder apreciá-lo com mais calma.
2- Bon Iver, de Mark Beaumont: fui o último a saber, mas existe um livro que conta a história do meu projeto musical preferido.
3- Philips Hue Go: um gadget, para não serem só livros e cultura (uma lâmpada LED que pode ser controlada com qualquer smartphone).
4- Flores, de Afonso Cruz: comecei o livro há pouco tempo, depois de ler as críticas positivas nos blogs, e está a ser uma revelação. Gostava que o livro fosse meu, para poder sublinhar algumas passagens, cada vez mais belas e frequentes à medida que avanço na leitura.
5- Vitória, de Joseph Conrad: sou fã de Conrad, mas dele só tenho lido ebooks gratuitos em inglês. Esta tradução despertou a minha curiosidade.
6- Cartão Maria & Luiz, para assistir a mais teatro em 2016.
Mais ideias nas wishlists dos Natais passados: 2013, 2012, 2010 e 2009.