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When I pick up a book it is a conscious decision. It's not a habit - but initiating the idea of maybe reading a book instead of random stuff online is.

As minhas estatísticas do Goodreads em relação a 2012 (e sim, eu li livros em 2008, só não me lembro bem do quê, para agora registar). Mesmo sem estarem ali todos os livros que li nos últimos anos, 2012 bateu todos os meus recordes. A minha estatística preferida é a dos "os olhos da esquerda para a direita, de cima para baixo" em 2012, ou seja, das páginas lidas (6697!). O meu último livro de 2012 foi On the road e o primeiro de 2013 está a ser Levantado do chão, sendo que já aceitei o desafio do Goodreads e comprometi-me a tentar ler pelo menos 35 livros este ano. Vai ser muito difícil, tendo em conta a média de 2012, mas vamos a isso! Ler mais é a minha primeira resolução para 2013.
"E adormecer a ler? Top. Ler e reler a mesma linha numa teima de "ainda não estou a dormir, não estou" e já estou completamente. Há poucas coisas tão boas." - Da vida de Pi
O texto não está grande coisa (escrever é para aí décima quinta natureza para mim), mas depois de uma leitura voraz, a minha "crítica" de "Under the dome" está aqui, num novo blog sobre livros criado com alguns amigos. Começa a ser um bocadinho overkill, esta tendência de criar blogs para críticas de tudo e mais alguma coisa, mas se servir para alguém seguir uma recomendação e passar um bom bocado com um livro, já é qualquer coisa. Continuo a achar que há recomendações de livros a menos na blogosfera, por isso estou a tentar fazer a minha parte.
O NYT de hoje traz um artigo curioso que toca de leve no assunto: na era dos leitores electrónicos (Kindle, iPad, etc), como é que se avalia um livro pela capa se não existe capa? No metro, na praia, nos bancos de jardim, como é que saciamos a nossa curiosidade sobre o que as outras pessoas andam a ler se os leitores electrónicos não nos permitem espreitar a capa (perguntar parece estar fora de questão para o Times)? O "problema" não é para ser levado demasiado a sério, claro, mas coloca algumas questões interessantes sobre os nossos hábitos de leitura e o futuro do livro (na versão pesada e electrónica).
Ontem comecei a ler "A Jangada de Pedra", o livro tirado completamente ao acaso da prateleira há alguns dias. Ainda não passei da página 30, mas se aquela fenda que está a crescer entre a Espanha e a França for alguma indicação, eu diria que a Península Ibérica está prestes a entrar à deriva no Atlântico, cortada do resto do continente europeu. Onde é que eu ando a ler algo parecido?
Dois escritores, a mesma curiosidade destrutiva capaz de separar cidades e mover continentes com a facilidade de quem se pergunta "e se?".
Pensei em fazer as coisas de forma um bocadinho diferente e desta vez sugerir uma pequena incursão por um livro de que gostei bastante recentemente: The Making of "Where the Wild Things are". Como as minhas dicas subtis para o Natal não surtiram efeito, acabei finalmente por encomendá-lo há algumas semanas pela Amazon.
Para quem, como eu, apreciou o filme, este livro é um tesouro, cheio de histórias sobre as filmagens e todo o trabalho criativo envolvido numa produção assim. E é de uma mega-produção que se trata, com todas as pressões e maleitas que um projecto deste género implica. Há histórias de tudo um pouco: esgotamentos nervosos, crises de humor e até discussões acesas entre amigos em pleno "set". Fazer um filme não é fácil, e este livro oferece um testemunho sincero sobre o lado bom e o lado mau da realização do "Sítio das coisas selvagens". Mas não é assim, de bons e maus momentos, que se fazem as coisas boas?
De certa forma, é um alívio perceber que uma certa tensão está subjacente a qualquer bom trabalho de equipa. É interessante ler como a dada altura, o cansaço e a exigência diária das filmagens fez com que o ambiente no cenário reflectisse um pouco a história do filme. "As coisas selvagens éramos nós", diz Jonze. Faz-me pensar que este livro dava um óptimo manual de sociologia sobre trabalho em equipa.
Por fim, valia a pena falar deste livro só pelo trabalho gráfico e de edição que visivelmente entrou nele. Nada parece ter sido deixado ao acaso, e é um festim visual folhear página após página. As histórias de amizade, as partidas que os elementos da equipa pregavam uns aos outros, as dificuldades com que se debatiam, tudo ganha mais vida com as fotografias e o excelente trabalho de edição do livro.