Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Luís Castro

13.02.10

 

 

Não consigo apanhar no Telejornal as reportagens do Luís a partir do Afeganistão, mas o blog e as suas fotografias contam uma história e tanto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Amanpour

12.02.10

Outra pessoa que estaria na minha lista de pessoas que admiro à distância: Christiane Amanpour. Lembro-me de a ver em reportagens nos sítios mais perigosos do mundo e de me perguntar como é que ela tinha coragem para estar ali. Ela tem uma forte semelhança a uma professora que tive na primária, por isso é estranho vê-la quase sempre em cenários de guerra, exposta a perigos reais e coisas que nenhuma professora da primária permitiria que os seus alunos vissem.

 

Lembrei-me de falar nela depois de ler as suas respostas a esta entrevista do Times:

 

19. Worst Place She’s Been: Rwanda. In the space of 90 days, around one million people were killed with machetes and clubs. When I was in Rwanda in 1994, all you could see was darkness, even on a bright day.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estado de Guerra

11.02.10

Excerto da entrada publicada hoje no diário do Marco Leitão Silva no Iraque:

"Mohammed, um dos responsáveis do clube, junta-se a nós e convida-nos a entrar em campo, onde decorre a esta hora um treino das camadas jovens. Em inglês, apresento-me novamente e vou explicando o assunto sobre o qual quero conversar. De repente, Safa interrompe-nos.

De orelha afinada (quem sabe, pelos anos que cumpriu ao serviço do Exército de Saddam Hussein), Safa pede silêncio. Pelo ar, soa um pulsar electrónico constante: ‘bip, bip, bip, bip’.

Safa, alarmado, procura de onde vem o som. Mohammed, ciente do perigo, inicia também a busca. Menos habituado a viver ‘sob o fio da navalha’, levei alguns segundos a ter uma real percepção da ameaça com a qual poderíamos estar a lidar… Uma bomba."

 

Ler isto logo depois de ver o Estado de Guerra é um bocado surreal. Já agora, aproveito para recomendar o filme.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Digno de nota

06.02.10

Uma das coisas fixes de trabalhar com blogs é que nunca sabemos o que nos vai entrar pela loja. Alguém a pedir um blog com um tema egípcio, com pirâmides e cobras, ou labaredas ao som dos Metallica. Não é todos os dias assim, e existe repetição (e por vezes até marasmo), mas de vez em quando aterra-nos um "briefing" completamente inesperado em cima da secretária.

 

É um bocadinho a mesma coisa que me interessou em jornalismo, nunca saber bem o que o próximo dia podia trazer. Hoje podia estar a trabalhar sobre um assunto e amanhã já ter de dominar (até certo ponto) outro tema completamente diferente. Não é algo exclusivo ao jornalismo, claro, mas é uma daquelas profissões em que se tem de ser pau para toda a obra. Incluindo, ser enviado para o Iraque. É estranho descobrir que alguém (mais novo que eu, ainda por cima) com quem me cruzo nos corredores do trabalho encontra-se, subitamente, numa das cidades mais perigosas do planeta. Acho que isto resume bem o que estou a tentar dizer sobre o que é ser jornalista.

 

Já agora, por falar em jornalistas em situações perigosas, o Luís Castro encontra-se algures no Afeganistão ao serviço da RTP, integrado num batalhão norte-americano.

 

(este post era para ser sobre outra coisa completamente diferente, mas basta falar em "Iraque" e "Afeganistão" para subitamente tudo o resto parecer pouco pertinente)

Autoria e outros dados (tags, etc)



Sou o Pedro, procuro inspiração no flickr, faço algum design no escuro, colecciono achados e apanho alguns instantâneos. Estou no twitter, respondo a e-mails e acredito que tudo começa com um "olá".



Links

GPS

Wishlist



RSS