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05/12/16

Ser livre

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Na semana passada, fui assistir à apresentação do livro do rapper Luaty Beirão, um dos 16 ativistas presos em 2015 pelas autoridades angolanas por se terem reunido para discutir um livro ("Da Ditadura à Democracia", de Gene Sharp). Esteve preso quase um ano, durante o qual fez uma greve de fome de 36 dias em protesto contra a sua detenção, e decidiu recorrer da sua amnistia, apesar do risco que existe de ser obrigado a cumprir o tempo que resta da sua pena de prisão de 5 anos por rebelião e associação de malfeitores.

Por tudo isto, esperava ouvir um homem mais abatido e desiludido. Luaty Beirão mostrou o oposto: uma boa disposição marcada por sorrisos e pela gratidão por toda a atenção e ajuda recebida de amigos, conhecidos e desconhecidos. E mostrou que continua empenhado em desafiar e expor as contradições do governo angolano, apesar do custo pessoal que isso pode ter e já teve. Estou curioso para ler o seu livro, chamado "Sou eu mais livre, então" e baseado no diário que escreveu a partir da prisão, mas já fiquei impressionado com o homem e o exemplo (a "pedagogia da coragem", como lhe chamou, na sala, Daniel Oliveira).

Na fotografia, Luaty Beirão e Mónica Almeida, que falou das consequências da prisão do marido na sua família e atividade profissional como fotógrafa.

23/07/16

Quando tropeçamos num ajuntamento Pokémon Go

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Passeava com a minha mãe no Parque das Nações, esta sexta-feira ao final do dia, quando nos deparámos com um ajuntamento solto de 20 a 30 pessoas, sobretudo adolescentes, de cabeça baixa e olhos postos nos telemóveis. Já tinha visto alguns grupos de amigos pela cidade a usar o Pokémon Go, mas algo assim, foi a primeira vez. Ainda precisei de alguns momentos para tomar sentido do que se passava ali. São miúdos (e alguns adultos) a jogarem na rua. É um cenário tão curioso quanto fora de uso.

15/08/13

instantâneos

Este blog passou as últimas semanas a aprender a andar de bicicleta com mudanças. Uma ideia louca: o curso de condução de automóveis devia incluir uma aula prática de bicicleta com mudanças, para melhor entender a lógica da caixa de velocidades (nada como estar em contacto físico direto com a estrada para entender a coisa) e a sensação de ter um veículo a rasar pela nossa bicicleta. É possível que as estradas se tornassem um melhor sítio para todos.

25/06/13

instantâneos: Duran adam na Praça do Comércio



Estava de passagem pela Praça do Comércio quando reparei num pequeno grupo de pessoas (não mais de dez) no meio da praça com mochilas aos pés e paradas a olharem em silêncio na mesma direção. Depois de ver a bandeira nacional turca que uma delas segurava é que fiz a associação à Turquia e ao duran adam, nome turco pelo qual ficou conhecida esta forma altamente invulgar e simbólica de protesto (ou "homem em pé"), em que os manifestantes ficam de pé no mesmo lugar durante horas.

Tirei umas fotos para o instagram, fiquei a observá-los um bocado e depois decidi juntar-me. Não sei de quem ou como partiu a iniciativa, nem sei ao certo se estavam lá para exprimir solidariedade com as manifestações em Istambul (incríveis imagens aéreas do mesmo tipo de protesto na Praça Taksim) ou por outro motivo qualquer (a protestar contra a ocupação da Praça do Comércio no próximo sábado, por exemplo, pelo mega piquenique), mas não me interessava realmente saber.

O momento e o simbolismo da coisa falou mais alto.

Fiquei ali especado, a aguardar que o sol desaparecesse atrás dos edifícios à volta da praça e a ouvir as reações de quem passava e tentava perceber para o que estávamos todos a olhar.

"What are you waiting for?", perguntou-me um britânico que não resistiu à curiosidade.

Boa pergunta.
23/07/12

por falar em horizonte artificial

 

O horizonte do Tejo encheu-se de velas e mastros durante o último fim-de-semana, a propósito da passagem por Lisboa dos mais de 60 veleiros que vão participar na regata "The Tall Ships Races". Tirei a foto acima no momento em que a caravela Vera Cruz passava a ponte 25 de Abril, rumo ao mar. Quem tiver curiosidade, não deixe de espreitar as dezenas de fotografias que foram parar ao flickr, com destaque para as do utilizador JMFAlmeida.

 

Durante alguns dias, pareceu que o Tejo tinha voltado a ser a principal porta de entrada de Lisboa e de partida para o mundo.

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