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29/07/17

Como eu escolhi a minha máquina fotográfica

Comprar uma máquina fotográfica em 2016 mudou tudo para mim. Eu já era um entusiasta da fotografia, mas a máquina mudou a minha perspetiva e não me largou mais, ao ponto de me parecer que um dia sem fotografar, é um dia perdido. Este post é uma tentativa de sintetizar o que aprendi nos últimos meses e de partilhar alguns dos melhores resultados.

 

A quem é dirigido este post?

Este post é dirigido a quem quer investir numa máquina fotográfica digital que permita experimentar diferentes lentes (o termo técnico é uma câmara com lentes intermutáveis) e não consegue ultrapassar a indecisão sobre “a máquina certa” a comprar para explorar as possibilidades criativas que esse tipo de câmara abre.

Este post resume algumas das coisas que aprendi no último ano de utilização da minha câmara e que podem ser úteis a essas pessoas.

 

O que significa escolher a máquina certa?

Um ano de experiências com a minha câmara confirmou o adágio já batido sobre o que faz uma boa fotografia. Não é a câmara: é a pessoa por trás da câmara. A câmara mais básica do mundo pode fazer uma fotografia impactante. Se estamos no sítio certo à hora certa, isso já é metade do caminho.

 

A parte técnica da fotografia envolve algum estudo e prática, e estou muito longe de dominar tudo o que diz respeito à utilização da minha câmara em modo manual. Ainda assim, na minha experiência, o mais difícil tem sido vencer a distância (entre a câmara e aquilo ou quem quero fotografar) e o meu acanhamento.

 

O que me parece importante de salientar é que o preço de uma câmara não funciona como índice da qualidade das fotografias que é capaz de fazer. A diferenciação entre câmaras mais avançadas acontece sobretudo ao nível do seu manuseamento e utilização. Uma máquina mais cara não "vê" mais do que uma câmara com especificações mais modestas, mas pode permitir a um fotógrafo mais experiente tomar decisões mais rápidas e avançadas sobre o modo como quer fotografar algo.

 

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Praça do Comércio, 2016 (18-55mm)

 

Se querem fazer fotografias a partir de uma máquina inteiramente dedicada a isso, não façam como eu, que adiei eternamente o momento para me aventurar, por não saber que máquina escolher. Não existe uma câmara certa para todas as situações, isso vai exigir sempre aprendizagem sobre os princípios básicos de fotografia, adaptação às circunstâncias (com a inevitável tentativa e erro) e algum trabalho de pós-produção. Esta é a garantia que vos posso dar: qualquer que seja a câmara que escolham, ela vai servir-vos bem, se investigarem tudo o que pode fazer e persistirem na sua utilização.

 

DSLR ou híbrida?

A primeira grande escolha que fiz foi entre uma câmara DSLR (digital single-lens reflex) ou uma híbrida (ou mirrorless). Por estar habituado a ver os profissionais a carregarem aqueles pesados paralelepípedos pretos, fui levado a escolher uma DSLR, mas se pudesse recuar um ano, e repetir esta escolha, teria optado por uma câmara híbrida.

 

Estou a passar por cima de muitas coisas aqui, mas aquilo que diferencia uma câmara DSLR de outra híbrida limita-se à existência, na primeira, de um espelho entre a lente e o sensor. O espelho reflete a imagem que a lente capta para o visor. Ou seja, é um mecanismo que auxilia o olhar do fotógrafo. Não é um factor de produção da qualidade de imagem. Os dois sistemas podem gerar excelentes imagens, mas a ausência do espelho no interior da câmara híbrida permite que tenha um corpo mais compacto e leve.

 

No meu caso, comparando fotografias dos mesmos eventos tiradas por amigos que usam câmaras híbridas, não consegui encontrar qualquer diferença em termos de qualidade. Sendo assim, para pessoas como eu, a escolha entre uma DSLR ou mirrorless reduz-se a uma consideração prática, sobre o peso que estão dispostos a carregar convosco e, claro, o dinheiro que estão dispostos a dar (a tecnologia mirrorless, por ser ainda relativamente recente, tende a tornar estas câmaras mais caras).

 

Nikon ou Canon?

Há muitas marcas a fazerem câmaras fotográficas de grande qualidade, pelo que a pergunta já é bastante antiquada só por si, na medida em que implica uma escolha entre apenas duas marcas. Seja como for, perguntar por Nikon ou Canon é o equivalente fotográfico de perguntar por Coca-Cola ou Pepsi.

 

À partida, se não têm uma inclinação para esta ou aquela marca, o meu conselho é este: pensem num amigo ou conhecido vosso que goste de fotografia e com quem provavelmente vão querer trocar notas sobre fotografia, tirar dúvidas e, quem sabe, pedir equipamento emprestado (estou a pensar em lentes, claro). Se essa pessoa usa a marca X, este é um critério perfeitamente válido para escolher a mesma marca.

 

No meu caso, baseei-me na Isa, cujo blog acompanho há anos, e cujas espantosas fotografias de norte a sul de Portugal podiam aparecer em qualquer site ou revista de viagens. A maioria das fotografias da Isa foram feitas com uma Nikon D90 e isso, a par de mais alguns fotógrafos que me inspiram usarem Nikon, foi o que me levou a optar por esta marca. À distância de um ano, sei que se tratou de uma escolha emocional, sem qualquer relação com os méritos tecnológicos da Nikon. De resto, o meu balanço em relação ao universo Nikon é misto: estou satisfeito com a minha câmara, mas fiquei muito desapontado com o software (que, felizmente, não é necessário para operar a máquina e transferir as imagens, uma vez que nem sequer consegui instalá-lo no meu mac).

 

Embora exista muito pouco a diferenciar as marcas entre si, esta escolha é importante a outro nível, o da vossa evolução como fotógrafos. Daqui a um ou dois anos, se quiserem uma câmara com mais capacidades, faz sentido que seja da mesma marca, de modo a poderem aproveitar as lentes que já tenham adquirido e outro equipamento compatível.

 

Já sei a marca que quero e agora?

Depende sobretudo do vosso orçamento e dos compromissos que estão dispostos a fazer.

No meu caso, definir um preço máximo de 500 euros ajudou a chegar à câmara que escolhi: a Nikon D3300, um modelo orientado para iniciantes.

A escolha envolveu alguns compromissos, que incluíram:

  • a falta de conectividade sem fios (que, em retrospetiva, foi um erro dispensar);
  • a reduzida qualidade vídeo (embora até hoje não tenha feito um único vídeo com a câmara);
  • número reduzido de pontos focais (nada que tenha afetado até agora a qualidade das minhas fotografias);

 

Algo que me ajudou muito na escolha da minha câmara foi perceber que câmaras os meus fotógrafos preferidos usavam. Em alguns casos, encontrei fotógrafos a tirar fotografias incríveis com câmaras lançadas há mais de 10 anos. Isto mostra até que ponto uma câmara digital moderna pode ser um excelente investismento, apesar do ciclo incessante de novos lançamentos todos os anos pelas principais marcas. Em suma, não se sintam pressionados a adquirir o modelo mais recente, e por isso mais caro, da vossa câmara. Comparem especificações e não desanimem por perderem aqueles 5 megapíxeis e mais uns quantos pontos focais. A minha D3300 foi lançada em 2014 e serve perfeitamente para as minhas necessidades em 2017.

 

Quando reduzirem a escolha a dois ou três modelos, tentem testá-los ao vivo, para terem uma melhor ideia do seu peso (que pode variar substancialmente, dependendo da lente que estão a usar) e forma. Nada disto é crítico, até porque, repito, nenhuma câmara é perfeita. Esperem ter de fazer alguns compromissos.

 

Com que lentes?

O meu conselho para qualquer fotógrafo iniciante seria fazer como eu e optar pela combinação máquina e lente mais barata. A minha D3300 veio com uma “kit lens” (a lente com que a máquina é vendida por definição) de 18-55mm, boa para fotografar uma grande diversidade de situações. É uma espécie de “faz tudo”. A maioria das câmaras à venda vem com lentes destas e são um excelente ponto de partida.

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 Praça do Comércio, 2017 (55-200mm)

 

Esta semana adquiri, em segunda mão, uma lente teleobjetiva, de 55-200mm, que me deixou extasiado logo na primeira saída à rua. Apesar disso, recomendo passar pela experiência de fotografar com uma lente 18-55mm. Apesar de só a ter há alguns dias, já sinto como pode ser viciante fotografar apenas com a teleobjetiva, dada a distância que permite colocar entre nós e o que queremos registar. É algo que conto trabalhar com a utilização de mais lentes.

 

E acessórios?

Fiz mais de 10 mil disparos no último ano com o equipamento que veio na caixa: máquina, lente, bateria, carregador da bateria, cabo usb, alça de ombro e tampa da objetiva.

 

Adquiri poucos acessórios à parte, mas considero estes imprescindíveis:

  • um cartão de memória com 64GB, mais do que suficiente para registar várias semanas de fotografias - embora não recomende esperar tanto tempo para descarregá-las e organizá-las no computador;
  • um leitor de cartões SD (para poder descarregar as imagens a partir de qualquer computador com uma porta USB, sem ser preciso ter o cabo da câmara comigo);
  • um disco externo para armazenamento (o tamanho das imagens feitas ultrapassou, em alguns meses, o espaço disponível do disco do meu computador desktop);

 

É difícil aprender a utilizar a câmara fotográfica?

Não é difícil, mas vai parecer mais complicado do que é na realidade se não tiverem primeiro algumas noções sobre os princípios básicos da fotografia.

 

Não vou dizer que já domino a técnica da exposição (sobretudo no que toca a fazer matemática de cabeça), mas não é nenhum bicho de sete cabeças. Na realidade, ao nível da exposição (isto é, da quantidade de luz que entra na câmara) são só três: abertura do diafragma, tempo de exposição (velocidade do obturador) e sensibilidade do sensor (ISO). Uma câmara pode ter centenas de funcionalidades, mas são estas três variáveis, e a forma como as podemos trabalhar, que estruturam a nossa utilização da câmara.

 

Na altura de ganhar algumas luzes sobre o assunto recorri ao Youtube. Deixo alguns links no fim deste post, mas a técnica da exposição é algo que pode ser bem explicada e demonstrada num vídeo de cinco minutos. Uma vez munido destas noções, ao fim de algumas semanas de uso diário comecei a deixar o modo automático da câmara.

 

Não quero aqui reduzir os princípios básicos da fotografia à exposição. Há mais para aprender e explorar, antes do disparo, durante a composição, e depois, ao nível da edição. Consultar alguns livros sobre fotografia também é importante (recomendações no fim do post), assim como acompanhar o trabalho de profissionais, entusiastas e amigos da fotografia. Para mim, gostar de fotografia sempre passou por esta curiosidade pelo que os outros estão a ver e como estão a registá-lo.

 

Quão decisivo é o trabalho de edição?

Esta foi porventura a maior revelação para mim destes doze meses: o grande potencial de um programa de edição de imagem para alterar (e melhorar) uma imagem saída da câmara. Chegar a casa, descarregar as imagens do dia para o computador, abrir um programa e, para meu pasmo, poder iluminar uma paisagem como se tivesse o poder para regular a luz irradiada pelo sol é incrível. E não me refiro aos ajustes mais básicos de contraste ou luminosidade. Há toda uma panóplia de definições que os formatos modernos permitem trabalhar.

 

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Picoas, 2016 (18-55mm, antes e depois de edição)

 

Tudo isto só é possível porque a câmara permite tirar fotografias no formato RAW (suportado pela grande maioria das câmaras digitais atuais). As fotografias no formato RAW são uma espécie de “super-fotografias”, na medida em que registam tudo o que a máquina conseguiu captar no instante do disparo. Essa abundância de informação presente na fotografia permite, mais tarde, num programa de edição, fazer ajustes que no passado só era possível fazer na própria câmara, no momento do disparo.

 

Este formato abre um mundo de possibilidades ao nível da edição e constitui, até certo ponto, um segundo momento para trabalhar a fotografia. No meu caso, passo mais tempo a trabalhar uma fotografia no computador do que ao vivo, com a câmara.

 

O tema da edição fotográfica é sensível. Eu próprio tinha algumas ideias feitas sobre o assunto até começar a fotografar com esta câmara mais avançada. O importante a reter é que toda e qualquer fotografia revela um olhar subjetivo sobre o mundo. Tento lembrar-me disso, por exemplo, quando vejo alguém puxar o contraste até ao limite nas suas fotografias. Não existe uma forma única de olhar o mundo, por isso as nossas fotografias também não precisam de ser todas iguais ou de ser trabalhadas da mesma maneira. Ganhar consciência disto ajudou-me a ser menos “preconceituoso” no olhar que lanço ao trabalho dos outros e a não limitar os caminhos que posso vir a querer explorar.

 

Como vencer a timidez de fotografar na rua?

Insistindo, até porque a fotografia de rua é o género que sempre me despertou mais fascínio e que, hoje, me faz percorrer mais quilómetros dentro da cidade à procura daquele “instante decisivo”. É preciso sorte, claro, e ter os olhos abertos para reconhecer ou até antecipar uma cena potencialmente interessante de registar, mas com base na minha experiência, há algo ainda mais importante que é preciso: atrevimento. As minhas melhores fotografias dos últimos doze meses foram feitas quando ganhei em proximidade o que perdi em acanhamento em relação ao que fotografei (gostava de contar aqui algumas dessas histórias, mas fica para um novo post). E isso é verdade mesmo nos casos em que optei por partilhar ou guardar uma fotografia feita de mais longe.

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Príncipe Real, 2017 (18-55mm)

 

Chegar mais perto e perceber a dinâmica em causa dá-nos uma melhor leitura da situação e mais hipóteses (é sempre mais fácil fotografar de longe, por isso ter uma fotografia de um protagonista ou detalhe acrescenta sempre algo mais). Nem sempre é fácil, até porque eu compreendo a relutância das pessoas quando percebem que estão na mira de uma objetiva, mas o trabalho de um fotógrafo, vejo isso agora, não é exclusivamente técnico. Também passa por saber entrar em situações e vencer resistências.

 

Quando é preciso, podemos recorrer a um artifício qualquer (como fingir que se é um turista, a fotografar tudo o que mexe), para vencer a desconfiança de quem ou do que pretendemos fotografar. Também ajuda sorrir.

 

Como fazer a melhor utilização possível da máquina?

A resposta é curta e simples: usem a vossa câmara, levem-na a passear à rua e fotografem no modo manual. E um conselho extra: não tenham medo de pedir feedback sobre as vossas fotografias.

 

Mais caminhos

 

No youtube

Jared Polin: o tipo com a cabeleira mais maluca do Youtube e cheia de bons conselhos. No seu canal encontram alguns vídeos orientados para iniciantes: FroKnowsPhotography.

 

Livros

Street Photography Now, de Sophie Howarth e Stephen Mclaren.

The Street Photographer's Manual, David Gibson (se possível, consultem na edição original, em inglês).

FOTOgrafia – Luz, Exposição, Composição e Equipamento, de Joel Santos.

 

Fotógrafos

Fotoben, Isa Costa, João Freitas Farinha, Ricardo Silva Cordeiro e, no flickr, o grupo público Lisboa na rua.

 

No instagram

@deadlinne, @streetphotography_pt e o projeto em que participo semanalmente @shrpshtrs

 

Mais das minhas fotografias

No flickr e no instagram.

 

Um erro?

Escrevi este post a pensar em quem partilha um interesse nascente por fotografia, não sabe bem por onde começar para escolher uma câmara e pode beneficiar do contacto com a minha experiência de iniciante. Como tal, este post pode conter imprecisões e até lapsos meus. Os comentários estão abertos, para alguém mais esclarecido que queira fazer um ou mais reparos e, quem sabe, partilhar a sua perspetiva.

 

25/10/16

A proa do MATT

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Um novo museu em Lisboa, junto ao rio, é como uma prenda antecipada de Natal para qualquer fotógrafo amador. E eu estava há meses a querer desembrulhar esta. Não pude ir ao MAAT quando foi inaugurado, no dia 5, mas fui seguindo, com curiosidade e crescente deleite, algumas das fotografias que foram sendo publicadas nas redes sociais. Uma das perspetivas que mais gostei de encontrar foi este post do João Freitas Farinha, cuja competência técnica, ao nível da fotografia, salta à vista. Tinha algumas reservas em relação à localização do MAAT, e ao que podia trazer a uma das minhas partes favoritas da cidade, mas depois de o ver de quase todos os ângulos possíveis no instagram, e a forma como claramente cativou os lisboetas, acho que posso render-me.

 

04/10/12

O beijo



Um breve resumo da história conturbada, e a vários níveis fascinante, da famosa fotografia tirada por Robert Doisneau em 1950 de um casal a beijar-se nas ruas de Paris, tal como contada na wikipédia:

Jean and Denise Lavergne erroneously believed themselves to be the couple in The Kiss, and when Robert and Annette (his older daughter and also his assistant at the time) met them for lunch in the 1980s he "did not want to shatter their dream" so he said nothing. This resulted in them taking him to court for "taking their picture without their knowledge", because under French law an individual owns the rights to their own likeness. The court action forced Doisneau to reveal that he posed the shot using Françoise Delbart and Jacques Carteaud, lovers whom he had just seen kissing, but had not photographed initially because of his natural reserve; he approached them and asked if they would repeat the kiss. He won the court case against the Lavergnes "I would never have dared to photograph people like that. Lovers kissing in the street, those couples are rarely legitimate." – Robert Doisneau, 1992
03/10/12

encontrei: Henri-Cartier Bresson



Hoje abri ao acaso pela primeira vez o "Europeus" de Henri-Carrier Bresson, e senti-me um bocadinho como a criança na foto, no sítio certo à hora certa (ainda que seja legítimo perguntar por onde andei para só agora descobrir uma das principais coleções fotográficas de Bresson) e um bocadinho iluminado também. Acabei por comprar um livro que reúne alguns dos seus textos, com um prefácio de Gerárd Macé, que descreve Bresson como um atirador furtivo, exímio na arte de colher o instante. Mesmo sem ter visto ainda quase nada, e não tendo mais do que algumas noções gerais da sua influência na fotografia, acho difícil conter o entusiasmo em relação à sua obra. Sinto que cheguei tarde, mas o homem do pulo atrás da Gare Saint-Lazare ainda vai no ar, certo?
05/08/10

Ideias: Quem apanhou a máquina fotográfica?

David Fonseca, no seu facebook, fala sobre uma pequena experiência fotográfica/criativa sua em dias de concerto:

Costumo andar com uma máquina fotográfica descartável no bolso em dias de concerto. Tiro fotos nos bastidores e acabo por levá-la comigo para o palco. No entanto, raramente a levo para casa, ofereço-a a quem a apanhar primeiro no meio de toda a confusão que um concerto oferece. Algumas fotos voltam à origem, outras desaparecem sem deixar rasto. É assim a vida de uma fotografia :)

(foto: David Fonseca)

02/04/10

Deserto

Sigo a Charlotte Gonzalez há anos no flickr, não sei muito sobre ela, só que as suas fotografias são incríveis. Ela encontra-se a viajar com a família pelo Médio Oriente e há alguns dias deixou esta sequência no seu blog, de um dia passado no deserto em Omã. A fotografia do céu nocturno arrasou-me. Parece mais uma imagem da autoria do Hubble, a flutuar no espaço, do que de uma objectiva apontada ao céu a partir do solo. Faz-me perceber que já não olho para cima longe de uma cidade há demasiado tempo.

07/10/09

Tributo


 


O Tributo, de Camilla Watson, aos moradores do Beco das Farinhas, em Lisboa, parece ter sido uma exposição fotográfica original, pela forma como expôs as fotografias na rua, ao ar livre. Não tive oportunidade de a ver ao vivo (acho que já lá não está), mas esta galeria da Morgaine, no flickr, mostra bem como foi.

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