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23/03/13

filmes: "A corda"

A Corda (1948), de Hitchcock: "Two young men strangle their "inferior" classmate, hide his body in their apartment, and invite his friends and family to a dinner party as a means to challenge the "perfection" of their crime."

 

A sinopse é intrigante, mas depois o filme é um rebuçado para o cérebro. Toda a ação decorre na sala acima, foi filmada em 10 takes (o que dá efetivamente a sensação de se tratar de um único longo take) e com a arca onde foi colocado o corpo da vítima quase sempre dentro do enquadramento. Brilhante sob qualquer ponto de vista e um daqueles filmes cheios de curiosidades fascinantes na página de Trivia do IMDB (foi o primeiro filme a cores de Hitchcock, banido inicialmente em algumas cidades por causa da relação presumivelmente homossexual entre os dois personagens, etc).

06/06/12

coisas boas

Antes de continuar com a emissão deste blog, deixa-me só voltar atrás e dizer que aquela cena do filme "This must be the place" é in-crí-vel, com a palavra soletrada. Não sei dizer se é mais um long take ou um tracking shot (neste último, implicaria ser a câmara mover-se, o que não é bem o caso), o que quer que seja parece mais um dispositivo cénico do teatro do que do cinema, e se calhar é aí que reside a magia da cena. Demora um bocadinho a fazer sentido da perspetiva da coisa, até que eles finalmente baixam as cabeças (momento preferido aqui mesmo) e fica tudo mais claro. Palmas, senhor Sorrentino.

02/06/12

no posto de escuta: This must be the place


 


Uma demora quase imperdoável a partilhar esta curiosa e cativante atuação de David Byrne, e a recomendar o filme de onde é retirada, "This must be the place", do realizador Paolo Sorrentino. Para pedir emprestada a cristalina descrição da Rita do Cinerama (um dos meus blogs de cinema preferidos), é um filme "impregnado de tristeza e inércia, com uma ambígua saudade do que nunca voltará a ser". O meu tipo de filme, portanto.

19/03/12

8 filmes de 2011

Dos trinta e poucos filmes que vi em 2011 no cinema, estes são os que se destacam na minha memória e que recomendo sem hesitação. São menos dois dos que os dez que consegui recomendar em 2010, mas por acaso até penso que 2011 foi mais forte em termos de bom cinema. Se quiserem tirar as dúvidas, não deixem de alugar/comprar/ver os filmes abaixo.

 

Meia-noite em Paris (2011)

Woody Allen

 

Um passeio noturno por Paris. Owen Wilson é uma escolha inesperada para protagonista de um filme de Woody Allen, mas acaba por revelar ser o melancómico ideal para o papel.

 

A melhor despedida de solteira (2011)

de Paul Feig

 

A comédia e intoxicação alimentar do ano. Isto deve dar uma boa indicação do que esta despedida de solteira reserva.

O segredo mais bem guardado de 2011, que passou despercebido à grande maioria das pessoas, com um cartaz que fazia adivinhar mais uma comédia romântica desmiolada de Hollywood. Eu ia sendo mais um dos que era enganado pelo cartaz, se não fosse a dica de uma amiga. Se estão a precisar de rir com as coisas que nos acontecem, e aos outros, é este o vosso filme.

 

Nos Idos de Março (2011)

George Clooney

 

Um bocado previsível e ingénuo em alguns aspetos, mas é difícil deixar de lado um filme que reúne George Clooney, Ryan Gosling e Seymour Hoffman.

 

Essential Killing (2010)

Jerzy Skolimowski

 

Tem talvez uma das cenas mais avassaladoras, não geradas em computador, de todo o cinema de 2011 (a imagem acima, do protagonista perdido numa paisagem gelada). O ascendente cinéfilo de "Homeland" e a prova de como é possível fazer muito com pouco (isto é, quase total ausência de diálogo).

 

Amores Imaginários (2010)

Xavier Dolan

 

Recomendado a quem alguma vez teve um amor imaginário.

 

Drive (2011)

Nicolas Winding Refn

 

Ryan Gosling parece que lançou um filme novo a cada três meses de 2011, mas em mais nenhum brilhou tanto quanto em Drive, um filme difícil de caraterizar sobre um duplo de Hollywood que à noite faz de "getaway driver". Uma espécie de Sofia Coppola "meets" Quentin Tarantino. Banda sonora imperdível.

 

 

O Atalho (2010)

Kelly Reichardt

 

Ainda hoje me pergunto do que será feito das personagens desta história, sobre três famílias de pioneiros que se perdem no deserto do faroeste. Um filme inteiro dedicado àquele sentimento opressivo que vai tomando conta de nós à medida que nos apercebemos que perdemos o rumo.

 

Pina (2011)

Wim Wenders

 

Uma celebração da vida e trabalho de Pina Bausch. Obrigatório ver.

10/07/11

filmes: Carros 2

 

Já estava completamente imerso na história do filme, e a adorar, quando aparece este Nissan Figaro nas ruas de Tóquio. Foi mesmo a cereja no topo do bolo e a discreta confirmação de como eles, na Pixar, suaram mesmo os detalhes desta sequela de Carros. Se estão a precisar de ir dar uma volta ao "car lover" que há em vocês, este é o filme para fazê-lo :)

 

Carros 2 (2011), de John Lasseter e Brad Lewis: 4/5

 

PS: Depois de verem, se precisarem de um wallpaper à maneira sobre o filme, espreitem aqui.

09/07/11

filmes: Pequenas mentiras entre amigos

 

Não há muito a contar aqui, é um filme francês divertido, sobre um grupo de amigos que decide repetir as suas férias anuais juntos apesar de tudo o que está por resolver entre eles e na vida de cada um. Destaca-se literalmente pela joie de vivre, Cap Ferret (o pequeno paraíso no sudoeste da França onde fica a casa de férias) e pela banda sonora. E, claro, Marion Cotillard, que encontrei pela primeira vez no grande ecrã (ser namorada do realizador pode ter ajudado, mas o filme paira sobre ela). A duração (duas horas e meia) é mesmo a única coisa menos bem gerida na mais recente realização de Guillaume Canet. E mais alguém já reparou como o François Cluzet é o Dustin Hoffman francês?

 

Pequenas mentiras entre amigos (2010), de Guillaume Canet: 4/5

15/06/11

filmes: ainda Pina

 

Apetece-me tanto falar deste filme, mas quando tento colocar tudo por escrito, as palavras não parecem suficientes para descrever a sua beleza e simplicidade. Se o cinema e a dança podem fazer algo espantoso juntos, a prova acabada está em "Pina", o tributo cinematográfico de Wim Wenders à obra quase sobre-humana da coreógrafa alemã Pina Bausch (1940-2009). O filme revela como Wenders está para o cinema como Bausch para a dança, na maneira como puxam e alargam os limites das formas de arte em que se movimentam.

 

"Pina" é tão diferente de todos os outros filmes, e mesmo assim consegue comover e impressionar tanto ou mais do que a maioria deles. Adorava isolar aqui todas as cenas, todos os aspectos do filme que eu achei brilhantes, mas é mesmo uma daquelas coisas, diferentes e inesperadas, que para serem devidamente celebradas precisam de ser vistas. Sem pensar muito nisso, 5 estrelas, para inaugurar aqui no blog o hábito de classificar filmes.

 

Também a não perder, a banda sonora do filme, que pode ser ouvida no Grooveshark. Aquela incrível música que toda a gente procura depois de sair do cinema é Lillies of the Valley, de Jun Miyake (e no excerto acima ouve-se "My one and only love", de Thom Hanreich).

 

Pina (2011), de Wim Wenders: 5/5

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