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Não presto particular atenção ao cartaz anual que anuncia os óscares, mas o deste ano é um coup d'état. É da autoria do Olly Moss, que ilustrou a estatueta dourada ao estilo dos 84 vencedores do óscar de melhor filme de 1927 a 2012. É uma ideia que não dá para repetir todos os anos, mas cumpre o objetivo na perfeição: intrigar ao ponto de ir buscar a lista dos premiados para tentar descodificar cada estatueta (sobretudo ali das décadas 80 e 90). O SAPO Cinema dá uma ajuda, com um slideshow que mostra o cartaz do filme a que corresponde cada estatueta.

É um achado e ao mesmo tempo um "momento Samurai Jack". A imagem pertence à série de ilustrações Versus/Hearts, por Dan Matutina, feita de algumas das duplas de rivais mais conhecidas da cultura popular (pelo menos dos fãs da Cartoon Network quando ainda passava séries fixes). Vale a pena espreitar.

O screenshot é deste vídeo, sobre Pim Kousemaker, que se dedica ao restauro de automóveis clássicos. Ele explica no vídeo a sua paixão pelo que faz e a certa altura sai-se com a frase acima, que achei que merecia citação, porque tendo a fazer o mesmo. Consigo ficar 10 minutos a contemplar o resultado final de um trabalho ou a solução que encontrei para um problema, por mais insignificante que seja (pode ser um pedaço de CSS ou uma saboneteira nova...).
Encontrei o vídeo num canal do Vimeo chamado Those Who Make, que reúne vídeos de todo o mundo sobre gente que se dedica ao artesanato, ou mais simplesmente, a fazer coisas. Aviso já que é o tipo de coisa que uma vez aberto, é incrivelmente difícil de parar de ver. (via) São vídeos muito curtos, extremamente bem filmados e editados, onde se aprende sobre os mais variados ofícios, alguns dos quais nem sabia que existiam ou ainda eram praticados.

flickr/cooeedesign
O David Delahunty aceitou o desafio de fazer algo fixe todos os dias durante um ano e parte do resultado é uma série de retratos amachucados digitalmente de pessoas conhecidas, como este da Audrey Hepburn. Vale a pena ver o resto do seu flickr.
a grande lição transmitida pela minha primeira professora foi a de correr riscos. E aos 19, 20, 21 anos, quando tinha um concerto, no final ela vinha ter comigo e dizia-me «estou tão orgulhosa de ti por teres arriscado». E a repetição dessa frase deu-me talvez a coragem de continuar a arriscar.



Como uma imagem pode contar uma história sem palavras. Da autoria deste Jon Klassen, um ilustrador canadiano, com um portfolio que vale a pena espreitar de uma ponta à outra. Fez-me adicionar este The Watch That Ends the Night à lista de leituras, somente por causa da capa, ilustrada por ele.

Queria ter falado dela neste blog há mais tempo, mas a coisa boa de um "achado" é que nunca perde a validade, sobretudo quando toca harpa e canta como Rebecca Mayes, uma "cantautora" britânica que ficou conhecida por fazer "críticas" de videojogos sob a forma de canções.
A sua música foi um dos meus achados musicais (daqueles de guardar no coração) de 2011. Imaginem Kate Bush ou Aimee Mann a cantar sobre Resident Evil, Halo e Batman, e ficam com uma ideia aproximada do quão especial é Mayes.
Começou tudo por brincadeira, com uma música sobre um jogo de computador escrita a pedido de um amigo e, na sequência disso, o convite de uma publicação online para repetir de duas em duas semanas a experiência de compor uma canção nova sobre um jogo. Foi assim que, apesar de não os jogar nem querer fazer críticas profissionais, acabou a cantar sobre a realidade alternativa dos videojogos.
"The Epic Win" é o álbum no qual juntou algumas das canções que gravou durante esse período e foi através deste (lançado originalmente em 2010 e disponível no iTunes) que fiquei a conhecer a sua música, uma doce fusão de folk e pop com uma inesperada fonte de inspiração. As suas canções são essencialmente "musings" sobre o escapismo proporcionado pelos videojogos, visto aqui pelos olhos de alguém que caiu acidentalmente na toca do coelho e foi parar a um mundo virtual povoado por avatares e criaturas estranhas. E é uma queda que vale a pena seguir e ouvir com atenção.
Um videojogo é um lugar estranho e arriscado para buscar introspeção, mas é um desafio que Mayes supera com ligeireza e destreza, ao ponto de fazer parecer que compor uma canção é a coisa mais fácil do mundo (como que a prová-lo, cruzei-me no YouTube com este breve How to write a song in one hour, da sua autoria).
Há mais da sua música a descobrir, incluindo esta recente e pequena atuação nos Jogos Olímpicos de Londres, onde escolheu interpretar uma cover de "Eye of the tiger", mas estas são as minhas favoritas de "Epic Win": "Batman's Tea Party", "Don't shoot them", "Shadows" e, preferida pessoal, "The Machine", que pode ser ouvida abaixo.
Na canção "Fight", Mayes convoca a certa altura a imagem de um "secret heart" (como se um coração já não fosse suficientemente misterioso). A existir, a sua música conquistou os meus dois corações.

facebook/doSEMENTE
Já conhecia a doSEMENTE, mas foi preciso este post da Leonor (que vou, basicamente, repetir aqui) sobre os seus produtos para prestar mais atenção e tratar de experimentar.
A doSEMENTE é uma marca criada pela Patrícia Simões para comercializar a sua granola caseira, uma mistura de cereais integrais, sementes, frutos secos e mel que vai bem com iogurte, leite e até gelado. Para já, existem duas variedades de granola de mirtilos à escolha, com ou sem pedaços de chocolate (eu escolhi aquela com chocolate, claro). A preparação da granola é completamente caseira, os ingredientes são de origem nacional e não há açúcar nem aditivos envolvidos. As encomendas são feitas online, através do site da doSEMENTE.
Um nome brilhante, um produto de qualidade, embalagens cuidadosamente preparadas, um site simples mas eficaz e uma divulgação que assenta no Facebook, Instagram e no boca a boca (neste caso, no "blog a blog") de quem já experimentou e recomenda. E tudo isto é tanto mais impressionante quanto resulta do trabalho de uma só pessoa. Se querem melhor exemplo do que a criatividade pode fazer, e granola caseira para o pequeno-almoço, então não vão mais longe.

Acima, uma das imagens divulgadas hoje pela NASA das primeiras marcas deixadas pelas rodas da Curiosity na superfície de Marte. Neste artigo da Wired, que revela alguns dos mais pequenos mas fascinantes detalhes desta missão da NASA, descobri que a Curiosity encerra uma mensagem destinada a futuros visitantes de Marte que nela tropecem. A inscrição, numa placa a bordo da sonda, lê o seguinte:
"For millennia, Mars has stimulated our imaginations. First, we saw Mars as a wandering star, a bringer of war from the abode of the gods. In recent centuries, the planet’s changing appearance in telescopes caused us to think that Mars had a climate like the Earth’s. Our first space age views revealed only a cratered, Moon-like world, but later missions showed that Mars once had abundant liquid water. Through it all, we have wondered: Has there been life on Mars? To those taking the next steps to find out, we wish a safe journey and the joy of discovery."