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13/02/13

achados: de ouro

Não presto particular atenção ao cartaz anual que anuncia os óscares, mas o deste ano é um coup d'état. É da autoria do Olly Moss, que ilustrou a estatueta dourada ao estilo dos 84 vencedores do óscar de melhor filme de 1927 a 2012. É uma ideia que não dá para repetir todos os anos, mas cumpre o objetivo na perfeição: intrigar ao ponto de ir buscar a lista dos premiados para tentar descodificar cada estatueta (sobretudo ali das décadas 80 e 90). O SAPO Cinema dá uma ajuda, com um slideshow que mostra o cartaz do filme a que corresponde cada estatueta.

26/01/13

achados: Those Who Make

O screenshot é deste vídeo, sobre Pim Kousemaker, que se dedica ao restauro de automóveis clássicos. Ele explica no vídeo a sua paixão pelo que faz e a certa altura sai-se com a frase acima, que achei que merecia citação, porque tendo a fazer o mesmo. Consigo ficar 10 minutos a contemplar o resultado final de um trabalho ou a solução que encontrei para um problema, por mais insignificante que seja (pode ser um pedaço de CSS ou uma saboneteira nova...).

 

Encontrei o vídeo num canal do Vimeo chamado Those Who Make, que reúne vídeos de todo o mundo sobre gente que se dedica ao artesanato, ou mais simplesmente, a fazer coisas. Aviso já que é o tipo de coisa que uma vez aberto, é incrivelmente difícil de parar de ver. (via) São vídeos muito curtos, extremamente bem filmados e editados, onde se aprende sobre os mais variados ofícios, alguns dos quais nem sabia que existiam ou ainda eram praticados.

19/10/12

achados: Barbara Hannigan

Aproveitei a dica do Luís e fui assistir à exibição do documentário "Intervalo" de Tiago Figueiredo sobre a Orquestra Gulbenkian, a propósito dos seus 50 anos. É uma autêntica visita de estudo cinematográfica ao backstage da Orquestra e quotidiano de todos os que lá trabalham, dos músicos até aos técnicos de luz e som que ajudam a preparar cada concerto. Só por isso já pode ser considerado uma hora bem passada, mas o que me surpreendeu mesmo, e para mim roubou o espetáculo, foi Barbara Hannigan.

A soprano canadiana passou pela Gulbenkian no início do ano com a sua interpretação da ária Mysteries of the Macabre, de György Ligeti, e o excerto da sua atuação, onde além de cantar também conduz a Orquestra, é um dos pontos altos de "Intervalo", sobretudo para quem vai com uma ideia já definida de como um maestro e uma orquestra se devem comportar. Se quiserem ver do que falo, basta carregar Play no vídeo abaixo, e ver Hannigan na dupla condição de maestrina e soprano a desempenhar o papel de uma "paranóica chefe de uma polícia secreta".

Estou quase disposto a apostar que foi a primeira vez que a Orquestra Gulbenkian atuou com uma maestrina apropriadamente vestida para uma sessão de S&M a seguir ao concerto.



Vale a pena ler a entrevista e a sua biografia no site da Fundação para ficar com mais algumas luzes sobre o seu percurso, que é um bocadinho mais convencional do que o cabedal pode fazer parecer:

a grande lição transmitida pela minha primeira professora foi a de correr riscos. E aos 19, 20, 21 anos, quando tinha um concerto, no final ela vinha ter comigo e dizia-me «estou tão orgulhosa de ti por teres arriscado». E a repetição dessa frase deu-me talvez a coragem de continuar a arriscar.


"Intervalo" volta a ser exibido no Grande Auditório da Fundação esta sexta-feira (hoje, portanto), às 17h, com entrada livre. Entretanto, vou tentar conformar-me por ter perdido o concerto do ano, quem diria, na alcatifada Gulbenkian.
01/09/12

posto de escuta: Rebecca Mayes

 

Queria ter falado dela neste blog há mais tempo, mas a coisa boa de um "achado" é que nunca perde a validade, sobretudo quando toca harpa e canta como Rebecca Mayes, uma "cantautora" britânica que ficou conhecida por fazer "críticas" de videojogos sob a forma de canções.

 

A sua música foi um dos meus achados musicais (daqueles de guardar no coração) de 2011. Imaginem Kate Bush ou Aimee Mann a cantar sobre Resident Evil, Halo e Batman, e ficam com uma ideia aproximada do quão especial é Mayes.

 

Começou tudo por brincadeira, com uma música sobre um jogo de computador escrita a pedido de um amigo e, na sequência disso, o convite de uma publicação online para repetir de duas em duas semanas a experiência de compor uma canção nova sobre um jogo. Foi assim que, apesar de não os jogar nem querer fazer críticas profissionais, acabou a cantar sobre a realidade alternativa dos videojogos.

 

"The Epic Win" é o álbum no qual juntou algumas das canções que gravou durante esse período e foi através deste (lançado originalmente em 2010 e disponível no iTunes) que fiquei a conhecer a sua música, uma doce fusão de folk e pop com uma inesperada fonte de inspiração. As suas canções são essencialmente "musings" sobre o escapismo proporcionado pelos videojogos, visto aqui pelos olhos de alguém que caiu acidentalmente na toca do coelho e foi parar a um mundo virtual povoado por avatares e criaturas estranhas. E é uma queda que vale a pena seguir e ouvir com atenção.

 

Um videojogo é um lugar estranho e arriscado para buscar introspeção, mas é um desafio que Mayes supera com ligeireza e destreza, ao ponto de fazer parecer que compor uma canção é a coisa mais fácil do mundo (como que a prová-lo, cruzei-me no YouTube com este breve How to write a song in one hour, da sua autoria).

 

Há mais da sua música a descobrir, incluindo esta recente e pequena atuação nos Jogos Olímpicos de Londres, onde escolheu interpretar uma cover de "Eye of the tiger", mas estas são as minhas favoritas de "Epic Win": "Batman's Tea Party", "Don't shoot them", "Shadows" e, preferida pessoal, "The Machine", que pode ser ouvida abaixo.

 

Na canção "Fight", Mayes convoca a certa altura a imagem de um "secret heart" (como se um coração já não fosse suficientemente misterioso). A existir, a sua música conquistou os meus dois corações.

27/08/12

achados: doSEMENTE

facebook/doSEMENTE

 

Já conhecia a doSEMENTE, mas foi preciso este post da Leonor (que vou, basicamente, repetir aqui) sobre os seus produtos para prestar mais atenção e tratar de experimentar.

 

A doSEMENTE é uma marca criada pela Patrícia Simões para comercializar a sua granola caseira, uma mistura de cereais integrais, sementes, frutos secos e mel que vai bem com iogurte, leite e até gelado. Para já, existem duas variedades de granola de mirtilos à escolha, com ou sem pedaços de chocolate (eu escolhi aquela com chocolate, claro). A preparação da granola é completamente caseira, os ingredientes são de origem nacional e não há açúcar nem aditivos envolvidos. As encomendas são feitas online, através do site da doSEMENTE.

 

Um nome brilhante, um produto de qualidade, embalagens cuidadosamente preparadas, um site simples mas eficaz e uma divulgação que assenta no Facebook, Instagram e no boca a boca (neste caso, no "blog a blog") de quem já experimentou e recomenda. E tudo isto é tanto mais impressionante quanto resulta do trabalho de uma só pessoa. Se querem melhor exemplo do que a criatividade pode fazer, e granola caseira para o pequeno-almoço, então não vão mais longe.

22/08/12

"The joy of discovery"

 

Acima, uma das imagens divulgadas hoje pela NASA das primeiras marcas deixadas pelas rodas da Curiosity na superfície de Marte. Neste artigo da Wired, que revela alguns dos mais pequenos mas fascinantes detalhes desta missão da NASA, descobri que a Curiosity encerra uma mensagem destinada a futuros visitantes de Marte que nela tropecem. A inscrição, numa placa a bordo da sonda, lê o seguinte:

"For millennia, Mars has stimulated our imaginations. First, we saw Mars as a wandering star, a bringer of war from the abode of the gods. In recent centuries, the planet’s changing appearance in telescopes caused us to think that Mars had a climate like the Earth’s. Our first space age views revealed only a cratered, Moon-like world, but later missions showed that Mars once had abundant liquid water. Through it all, we have wondered: Has there been life on Mars? To those taking the next steps to find out, we wish a safe journey and the joy of discovery."

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