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08/05/14

horizonte: três rainhas no Tejo

 

Já foi na terça-feira, mas não queria deixar de partilhar uma das fotografias que consegui fazer da passagem por Lisboa das três "Queen" da Cunard. Gosto de viver numa cidade em que a passagem de três super navios ainda é considerado um evento, com direito a ser notícia no dia anterior à sua chegada e capaz de mobilizar quase todos os fotógrafos amadores da cidade, numa competição não-oficial pelo melhor ângulo panorâmico dos três gigantes no Tejo (o prémio, já agora, vai para esta fotografia de António Alfarroba, feita a partir do topo do arco da Rua Augusta).

02/04/13

lisboa: a nova Ribeira das Naus

RibeiraDasNaus
flickr/FotoBen

Mais uma foto do Benjamim, para mostrar a renovada e recém-inaugurada Avenida Ribeira das Naus, junto ao Tejo. Já não me lembro de como era este espaço antes da requalificação, mas esteve tanto tempo fechado ao público que agora que nos foi devolvido parece que nunca ali esteve. Não só une condignamente o Cais do Sodré ao Terreiro do Paço, para quem faz esse trajeto a pé, como coloca-nos em contacto com o rio (ou não estivessem afixadas por perto bóias de salvação..). Passar e parar por ali, sobretudo ao pôr do sol, é outra coisa. Vai ser definitivamente um dos sítios mais passeados e apreciados da cidade daqui em diante.
01/04/13

lisboa: as novas carruagens do metro

CarruagemNova

flickr/FotoBen

 

Estive atento ao flickr, para ver quando apareceria a primeira fotografia das novas carruagens do metro de Lisboa que puseram toda a gente a falar na semana passada (OK, que me pôs a mim a falar disto a toda a gente..) e, ao fim de uma semana, lá apareceu, pela objetiva, claro, da pessoa que mais deve fotografar diariamente a cidade de Lisboa, o FotoBen.

 

Apanhei as novas carruagens logo no primeiro fim-de-semana da sua estreia e não foi preciso as portas abrirem-se para perceber imediatamente que algo naquele comboio era diferente - as janelas têm uma faixa negra onde habitualmente dá para ver os passageiros sentados. Ao entrar devo ter parecido um miúdo a descobrir uma nova prenda debaixo da árvore de Natal. Quando se anda todos os dias nestas coisas, sem nada para ver do lado de fora das janelas, qualquer novidade, por mais pequena que seja, é suficiente para nos arregalar os olhos.

 

E não fui o único. Passei o resto da viagem atento à cara das pessoas à medida que as portas se abriam nas várias estações e muita gente reagiu com o mesmo misto de surpresa, hesitação (a minha reação preferida, como se o comboio, por ser diferente, não fosse para o mesmo destino) e curiosidade.

 

Ao Público, o Metro de Lisboa explicou que a nova configuração interior das carruagens está limitada a um comboio de três carruagens, que já estava para ser renovado, e que serve essencialmente de experiência para "avaliação da solução em contexto operacional”. Depois da rotunda concêntrica do Marquês, o experimentalismo na cidade está aí para ficar (é algo positivo, note-se).

 

Segundo o Metro de Lisboa, a nova configuração longitudinal dos bancos aumenta em 2,5% a lotação máxima de cada carruagem, e é fácil de perceber por que razão a transportadora está interessada em aumentar a lotação depois de ver o que se passa no metro ao fim-de-semana, dias em que todos os comboios circulam com apenas 3 carruagens.

 

A redução no número de carruagens fora dos dias úteis foi uma das medidas de austeridade adoptadas com vista a reduzir o défice das transportadoras públicas e uma das consequências é que se tornou mais difícil andar de metro ao fim-de-semana do que em hora de ponta, com toda a gente apertada, um calor insuportável e muitas dificuldades nas entradas e saídas.

 

Os turistas, em particular, parecem surpreendidos por encontrarem os comboios tão sobrelotados, o que levanta a questão: vale a pena apostar no turismo da capital para depois proporcionar a quem a visita, durante o fim-de-semana, uma experiência de hora de ponta?

 

É bom ver que alguém no Metro de Lisba está atento ao problema e a tentar ser criativo para minimizar os inconvenientes, mas só um comboio com carruagens novas não vai fazer muita diferença, especialmente com a aproximação do verão e a chegada à cidade de mais visitantes.

09/10/12

o passado é um lugar estranho: a Rotunda do Marquês



Esta fotografia da rotunda do Marquês de Pombal, encontrada aqui, deixou-me abismado. O ano da fotografia é 1930 (não tem atribuição), mas vista aos olhos de hoje, parece mais longínqua do que isso, quase jurássica, tal é a diferença ao nível da topografia. A única coisa que tem em comum com o presente é a própria rotunda, e mesmo isso só faz acentuar o contraste.

Esqueçam a rotunda concêntrica, a falta de sarjetas ou os níveis de poluição. Eu quero o lago de volta.

Voltando ao presente, está a decorrer há quase três semanas aquela que é provavelmente a maior experiência em gestão de mobilidade e circulação que a cidade de Lisboa já viu, nos acessos rodoviários ao Marquês de Pombal. À partida, já é positivo que a Câmara tenha reconhecido a existência de um problema e decidido atacá-lo. O experimentalismo, a esta escala, é surpreendente e algo que precisa de ser mais incentivado, supondo que o novo modelo de circulação está mesmo sujeito a uma avaliação objetiva e que é suscetível de ser aperfeiçoado ou mesmo abandonado, caso se chegue à conclusão que veio piorar a situação.

Já passei algumas vezes pela zona, desde que as alterações ao trânsito entraram em vigor, e as minhas impressões são algo mistas. Por um lado, é mais fácil contornar a rotunda a pé. Por outro, senti mais a poluição atmosférica, devido à menor separação entre automóveis e passeios e aos pontos de paragem que os vários cruzamentos implicam.

Por sua vez, o Público publicou ontem um artigo, intitulado O Marquês já respira melhor, mas a Avenida ainda precisa de mais terapia, que fala em sinais positivos ao nível da poluição e da redução no tráfego.

Um dos sinais negativos que parece suportado por dados concretos é referido apenas de passagem, mas já pode ser sentido por quem usa transportes públicos (ênfase minha):

O responsável pela mobilidade anunciou igualmente que vão ser criadas minipraças de táxis em várias secções dos corredores laterais. Diz não ter ainda uma reacção dos comerciantes locais às alterações introduzidas, mas da parte da transportadora Carris afirmou ter recebido uma resposta positiva, pois o tempo de passagem do Marquês (agora unicamente pela rotunda exterior) aumentou apenas em um minuto. "Para tal deverão também contribuir alguns conflitos resultantes de paragens de autocarros para tomada e largada de passageiros na zona dos hotéis, algo que teremos de resolver", esclareceu.


A minimização deste indicador, relativo ao tempo de passagem pelo local dos autocarros da Carris, que a aumentar implica uma degradação da qualidade dos transportes públicos, é um bocado dececionante, na medida em que o resultado final de uma experiência deste género deve passar por dar ainda mais primazia aos transportes públicos.

O que dá alguma esperança é ver que a Câmara de Lisboa parece ao menos disposta a tentar, e que a possibilidade de falhar é igual à de acertar. O lago já só é um sonho distante a preto e branco, mas ainda há muito que se pode fazer ali para melhorar a qualidade do ar e da mobilidade de quem lá passa.
23/07/12

por falar em horizonte artificial

 

O horizonte do Tejo encheu-se de velas e mastros durante o último fim-de-semana, a propósito da passagem por Lisboa dos mais de 60 veleiros que vão participar na regata "The Tall Ships Races". Tirei a foto acima no momento em que a caravela Vera Cruz passava a ponte 25 de Abril, rumo ao mar. Quem tiver curiosidade, não deixe de espreitar as dezenas de fotografias que foram parar ao flickr, com destaque para as do utilizador JMFAlmeida.

 

Durante alguns dias, pareceu que o Tejo tinha voltado a ser a principal porta de entrada de Lisboa e de partida para o mundo.

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