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12/06/13

notas sobre o iOS 7

Porque a internet precisa de mais um tipo a falar de um sistema operativo móvel que ainda não testou.



Aquilo de que gosto

Da coragem

A minha reação inicial foi… bem, inicial. É preciso reconhecer a ousadia nesta revisão completa do aspeto geral do iOS. Perante a opção de fazer mais do mesmo ou surpreender toda a gente, a Apple decidiu horrorizar surpreender. Rever por completo o aspeto de um sistema operativo (de qualquer coisa, já agora) é um caminho repleto de armadilhas, mas é aquele que também abre mais possibilidades a médio e longo prazo. A estética anterior, carregada de sombras e texturas, tinha os dias contados e embora não me pareça que os seus últimos dias já estivessem sobre nós, esta mudança é sinal de que a Apple quer apresentar algo diferente e manter-se relevante ao nível do design em software. Por mais estranho e errado que seja o novo ícone do Safari, é difícil utilizar essa atitude contra o iOS 7.

Para mim, todavia, há um sentimento tangível de perda: o look&feel do antigo sistema operativo foi completamente deixado para trás. Se fosse apenas o look&feel do iPhone, seria uma coisa, mas era uma estética marcadamente Apple, com o seu realismo suado ao píxel e pesado em efeitos de luminosidade sobre superfícies metálicas e translúcidas. Esse realismo sempre fez a ligação entre software e hardware e, mais importante, à visão do futuro pela Apple, alumínico e assético.

A ênfase subjacente a esta grande revisão parece ter sido colocada em como o sistema operativo é suposto funcionar e responder ao utilizador e não tanto na sua aparência. Encostar isso a um lado liberta os designers e engenheiros do iPhone de anos de escolhas anteriores. Isto pode tornar mais fácil encontrar as soluções e inovações necessárias para continuar o sucesso do iOS nos próximos tempos.

Do novo

Há novos gestos, animações, cores e, sim, gradientes. Já lá chego, às coisas de que não gosto, mas para já, há surpresa, choque e coisas novas para ver. Se justifica um post destes, já o torna interessante para mim.

A consistência


 




Todos diferentes ou todos a falarem a mesma língua. Gosto da ideia subjacente à harmonização e simplificação dos ícones das apps de sistema (só não tanto da execução), um pouco à semelhança do que o Google está a fazer há alguns anos com os seus serviços.

O Google percebeu que precisava de colocar todos os seus serviços a falar a mesma linguagem visual e tem conseguido manter e trabalhar essa consistência, com bons resultados. Com a vantagem que isso permite-lhe iterar essa linguagem e garantir que nada fica para trás à medida que os diferente serviços vão evoluindo e ficando disponíveis em cada vez mais plataformas.

A app de Música

Gosto da cor, da organização e do pequeno vislumbre de foto-realismo (o famigerado "esqueomorfismo", para inventar o termo em português) ao nível das capas dos álbuns, que aparecem empilhados como se fossem discos de vinil numa loja de música vintage.




A app de fotografia

Simples, minimalista e mais um toque de nostalgia analógica dos anos 70: o grande botão vermelho, a lembrar uma máquina Polaroid.


O minimalismo permite a estes pequenos toques de realismo e nostalgia destacarem-se ainda mais. Gosto disso. Muito.

Safari

O crómio foi todo à vida, libertando espaço para o que interessa, que é o conteúdo da web.

Mail app

Gosto muito dos símbolos usados aqui. Além de que parecem ter sido acrescentadas algumas ações novas à app para ajudar a gerir mais eficazmente o mail. O principal problema do Mail, claro, continua a ser a falta de filtros automáticos de SPAM.



Do que não gosto

O novo ícone do Safari

Não sei mesmo dizer o que se passou ali, sendo que fica ainda pior quando visto lado-a-lado com o ícone da aplicação de Mail. A moldura branca, os traços infinitesimais e impercetíveis da bússola, está tudo errado.



A translucidez

É a opção errada sob qualquer perspetiva: estética, legibilidade ou navegação. Onde isso mais se nota é no novo Control Center, que reúne alguns atalhos para as definições mais utilizadas (desligar o WiFI, controlar o player da música, etc).



Os pontos brancos para indicar a qualidade da receção telefónica

Pergunto-me sobre o que a Apple tem reservado no futuro em relação a isto para decidir substituir o ícone anterior por um maior, numa área tão limitada em termos de espaço.



Mensagens



Para mim, o software desenvolvido pela Apple vai ficar sempre associado ao look das bolhas. São um pequeno traço de irreverência e personalidade que espero que não desapareça totalmente do Mac OS X quando chegar a altura de "portar" este novo look para lá.

Por falar em OS X, as diferenças entre esta versão do iOS e o sistema operativo dos Macs vai tornar a coexistência dos dois difícil. Como estão, é quase como comparar maçãs com hóstias. Vai ser interessante seguir a evolução do OS X daqui em diante.




 


O que salva o conjunto



Um belo pedaço de hardware. Apesar dos gradientes, do ícone do Safari e do background animado, dá para não gostar disto?

 

 

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