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09/05/13

um jogo de cartas com a Máfia

A DECO não confirma nem desmente que houve apenas um fornecedor - a Endesa - a tomar parte do leilão de eletricidade da semana passada e a isso junta-se a informação, surgida quase como uma revelação, de que a empresa portuguesa vai cobrar à Endesa uma comissão de 15 euros por cada consumidor que assine contrato como resultado do leilão.

 

A questão principal para quem, como eu, acedeu participar nesta mega-experiência e leiloar os seus dados pessoais à licitação mais alta era esta: o contrato com a empresa vencedora vai diminuir a minha conta de eletricidade em condições justas?

 

A resposta, infelizmente, perdeu-se no meio do ruído e discussão à volta das condições em que foi realizado o próprio leilão, que tinha tudo para ser uma boa ideia. O problema para a DECO está bem resumido no post do Banda Larga, intitulado Só a concorrência induz transparência. Foi preciso aparecer a Associação Portuguesa de Direito do Consumidor para a empresa vir a público explicar parcialmente o que aconteceu no leilão à porta fechada. Ficámos a saber que havia um "pacto de confidencialidade" com as empresas fornecedoras, obtivemos uma explicação algo tímida sobre a tal comissão que sempre esteve em cima da mesa (eu, pelo menos, lembro-me de ler algo sobre isto na FAQ do site do leilão) e pouco mais.

 

O que a DECO não contava - e este é o meu momento Marcelo Rebelo de Sousa - era que os fornecedores de eletricidade, menos que entusiasmados pela ideia de serem chamados a um leilão que não lhes interessava nem um pouco (mas ao qual não se podiam dar o luxo de ser vistos em público a ignorar), tivessem preparado um plano D (de Descrédito público) para ativar em cima e logo após o leilão. Ou que existisse meio mundo à espera de conhecer o resultado do leilão para detrair o mesmo com base naquilo que não sabíamos (ou que não estava bem explicado) desde o início. Parece ter havido, da parte da DECO, um misto de ingenuidade (como combinar um jogo de cartas com a Máfia, ganhar e ainda esperar sair vivo para contar a história) e a ausência de uma boa estratégia de comunicação para a fase crucial do leilão.

 

Existe mais um aspeto interessante, e deprimente, nisto tudo. Reparem como comentário atrás de comentário nos blogs e nas redes sociais refere quase sempre a mesma coisa em relação à DECO: SPAM. Não posso dizer se é realmente isto que se passa hoje em dia com a DECO e a sua estratégia atual de comunicação e marketing, mas serve de exemplo a qualquer pessoa e empresa que esteja a pensar ir por aí: a nódoa do SPAM? Não sai.

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