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A capa do próximo álbum dos The Walkmen, com data de lançamento em Setembro. Bonita fotografia e tipografia. E, mais uma coisa, intitula-se Lisbon.
(não queria parecer demasiado embevecido só porque os Walkmen decidiram reconhecer a inspiração de Lisboa num álbum, sem sequer ainda o ter ouvido, mas lá está, a lisonja é um dos meus pontos fracos)
Fotografia de Bruno Agostinho, encontrada há pouco no flickr. Não sei exactamente o quê, mas parece-me que diz muito sobre nós. E não estou a comparar Portugal a um beco sem saída, ok?

Dia-de-levar-o-seu-músico-preferido-para-o-t
(o tipo que se vê pelas costas com a camisa aos quadrados sou eu)
Escreve Nuno Artur Silva, numa crónica sobre Lisboa e verões passados:
Há um amigo meu que não gosta de poesia. Diz que ouvir poemas, para ele, é como ouvir números. “ Eu vi a luz em um pais perdido”: 33, 22, 7, 423. “E busque amor novas artes, novo engenho”: 93, 44, 2, 113.
Imagino-o, um dia, a ler, por acaso, um poema “É ferida que dói e não se sente”: 24, 13, 5, 1001, desinteressado e distraído, um texto que nem seja um poema, um texto donde lhe venha, inesperado e fulgurante, um verso que ele ganhe como quem ganha a lotaria, como o número de uma lotaria íntima, o segredo do cofre onde ele guarda a sua secreta poesia privada.


Se dar nome a um blog é difícil, experimentem com um barco.