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30/01/10

Bóra passear?

Pensei em fazer as coisas de forma um bocadinho diferente e desta vez sugerir uma pequena incursão por um livro de que gostei bastante recentemente: The Making of "Where the Wild Things are". Como as minhas dicas subtis para o Natal não surtiram efeito, acabei finalmente por encomendá-lo há algumas semanas pela Amazon.

 

Para quem, como eu, apreciou o filme, este livro é um tesouro, cheio de histórias sobre as filmagens e todo o trabalho criativo envolvido numa produção assim. E é de uma mega-produção que se trata, com todas as pressões e maleitas que um projecto deste género implica. Há histórias de tudo um pouco: esgotamentos nervosos, crises de humor e até discussões acesas entre amigos em pleno "set". Fazer um filme não é fácil, e este livro oferece um testemunho sincero sobre o lado bom e o lado mau da realização do "Sítio das coisas selvagens". Mas não é assim, de bons e maus momentos, que se fazem as coisas boas?

 

De certa forma, é um alívio perceber que uma certa tensão está subjacente a qualquer bom trabalho de equipa. É interessante ler como a dada altura, o cansaço e a exigência diária das filmagens fez com que o ambiente no cenário reflectisse um pouco a história do filme. "As coisas selvagens éramos nós", diz Jonze. Faz-me pensar que este livro dava um óptimo manual de sociologia sobre trabalho em equipa.

 

Por fim, valia a pena falar deste livro só pelo trabalho gráfico e de edição que visivelmente entrou nele. Nada parece ter sido deixado ao acaso, e é um festim visual folhear página após página. As histórias de amizade, as partidas que os elementos da equipa pregavam uns aos outros, as dificuldades com que se debatiam, tudo ganha mais vida com as fotografias e o excelente trabalho de edição do livro.


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23/01/10

Vídeos panorâmicos

Isto é extraordinário, de uma maneira que é preciso testar para comprovar. A CNN disponibilizou no seu site alguns vídeos panorâmicos filmados no Haiti, que podem ser explorados como uma fotografia panorâmica, só que em movimento. Podemos apontar a imagem em toda a volta, da mesma maneira que fazemos no Google Street View, enquanto o repórter de imagem da CNN anda pelas ruas de Port-au-Prince, e demorar o olhar naquilo que quisermos em redor do repórter. Parece-se um bocado com ser levado ao colo de alguém, o que pode ser a analogia certa, tendo em conta que nos transporta para dentro da imagem. (via Kottke)

21/01/10

Achados no meio dos livros

Conta o Francisco José Viegas:

 

"a Biblioteca Municipal de Vila Real vai organizar uma exposição sobre “coisas esquecidas no meio dos livros” — marcadores, anotações avulsas, flores secas, poemas anónimos, cartas, bilhetes de namorados, postais ilustrados que durante meio século foram sendo deixados “no meio dos livros” que foram requisitados das suas estantes."

Ideia muito feliz. Gosto particularmente do nome da exposição, que não tenta mascarar a simplicidade da coisa.

(fotografia: Biblioteca Municipal de Vila Real)

16/01/10

Três coisas vagamente relacionadas

Já não passava por um blog de celebridades há algum tempo, por isso não esperava alguns dos "avanços" tecnológicos que encontrei. Não esperava, por exemplo, encontrar esta funcionalidade chamada "Get the look", do blog Just Jared, que coloca por cima das fotos dos paparazzi links para sites onde estejam à venda peças de vestuário, calçado e joalharia idênticas ou parecidas àquelas usadas pelas celebridades nas fotografias.

 

Não sei bem qual é o grau de automatismo da coisa, mas celebridades transformadas automaticamente em manequins? Sem serem pagas? E enquanto estão ocupadas no seu quotidiano? Isto provavelmente não regista como "avanço" na história da humanidade, mas não deixa de ser um golpe de génio para quem quer fazer dinheiro à custa da curiosidade dos outros pela vida dos famosos.

 

Ok, e depois vem isto, o Google Goggles, uma nova tecnologia promovida pelo Google em telemóveis, capaz de reconhecer monumentos, quadros, livros, fachadas de edifícios, etc. Tira-se uma fotografia através do telemóvel, que é enviada para o Google para processamento e se conseguir reconhecer o local ou objecto, recebemos a informação do que se trata.

 

Quão fixe, assustador e um-daqueles-momentos-em-que-percebemos-que-vivemos-no-futuro é isto? O potencial de uma tecnologia destas é praticamente infinito. Imaginem ir na rua e querer saber o nome daquela pessoa que passou por nós, ou estar num restaurante algures num sítio perdido na tradução e ter a ementa traduzida através de uma simples fotografia. Cada vez mais, o nosso mundo, e a chave para descodificá-lo, cabe no nosso telemóvel.

 

Por último, este brilhante exercício de ilustração e auto-distanciamento da Caroline Royce, encontrado no flickr, sobre a sua maneira de se vestir. De uma forma original e algo irónica, pareceu-me vagamente relacionado com os dois itens acima.

 

E estas foram três coisas vagamente relacionadas na minha cabeça a um sábado de manhã.

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