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21/08/12

Hopper no Thyssen

(clique para ampliar)

 

Esforço-me por aceitar que a proibição de fotografia nos museus é um convite (ainda que forçado) à contemplação, mas sinto falta muitas vezes de poder fazer um registo visual de algumas obras que chamam a minha atenção e cuja identificação não posso imediatamente anotar (ou seja, a fotografia como um auxiliar da memória).

 

Vem isto a propósito da pequena surpresa que o Museu Thyssen de Madrid tem reservada para aqueles que visitarem (até meados de Setembro) a sua exposição temporária dedicada à obra do pintor norte-americano Edward Hopper. Ao entrar na última sala da exposição, deparamo-nos com o cenário acima, a incrível recriação tridimensional da pintura "Morning Sun", da responsabilidade do realizador Ed Lachmann.

 

A fotografia que tirei e mostro acima, na realidade, é feita da junção de duas fotografias. De outro modo seria difícil mostrar aqui, por inteiro, o cenário construído para a recriação, que inclui uma tela onde é projetada a cidade que se avista da janela do quarto e holofotes que ajudam a reproduzir a luz do sol na pintura. De acordo com o museu, o objetivo da recriação é revelar ao olhar do visitante os artifícios e técnicas do cinema que Hopper usou na pintura. A invenção cumpre o seu objetivo e tem o efeito de colocar o visitante a olhar e tentar "entrar" no cenário através da moldura vazia.

 

 

É difícil resistir ao enquadramento e não experimentar subir ao degrau instalado a meio da sala, de onde os visitantes são desafiados a tirar uma fotografia do exato ponto no qual realidade e pintura se encontram. Os visitantes são ainda incentivados a partilhar no twitter as fotografias que fizerem nesta sala, com uma hashtag própria e acompanhadas de uma descrição original, para se habilitarem a ganhar algum merchandising do museu.

 

 

A exposição de Hopper é já de si um rebuçado para a vista, mas a recriação é uma boa surpresa e incrivelmente original na maneira como nos aproxima da arte em redor. E, voltando ao início deste post, é refrescante na medida em que reconhece um dos impulsos da maioria das pessoas que visita museus, que é sair deles com algo que possam mostrar ou contar mais tarde em relação ao que viram (idealmente, como aqui, as duas coisas).

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