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20/05/12

livros: 11/22/63, de Stephen King

O livro saiu em Novembro do ano passado, aterrou na minha pilha de livros a ler pouco depois, mas só recentemente é que finalmente peguei nele. A missão do herói do romance mais recente de Stephen King consiste em viajar no passado e evitar o assassinato do presidente John F. Kennedy, no dia 22 de Novembro de 1963.

 

É uma história empolgante, tanto mais que se cruza com personagens e eventos verídicos, e culmina num dos acontecimentos mais marcantes da história recente dos EUA. É preciso percorrer algumas centenas de páginas até chegar ao dia D, o dia que dá o título ao livro, e nesse ponto da história, em que passado e futuro colidem, as páginas parecem voar a uma velocidade estonteante.

 

Ao introduzir o livro, o autor diz que a ideia para escrever esta história surgiu-lhe poucos anos após o assassinato de Kennedy, mas que a "ferida" ainda estava muito viva na sua memória, e na do país, para o fazer. O livro de 2011 não explora a memória dessa tragédia nacional, na medida em que não se deixa enredar em teorias da conspiração nem se demora em considerações relativas a um dos protagonistas obrigatórios desta história, Lee Harvey Oswald, o presumível assassino de Kennedy.

 

Oswald aparece nesta história apenas circunstancialmente. Seja como personagem histórica ou ficcional, Oswald só por si não é credível como vilão. Oswald era o emplastro capaz de qualquer coisa para simplesmente aparecer (alguns anos antes do assassinato, teve os seus 5 minutos de fama nos média americanos ao renunciar à nacionalidade e procurar "exílio" na URSS), e que nunca era levado a sério por ninguém, daí talvez a dificuldade de muita gente em acreditar que tenha agido sozinho. As trevas estão sempre à espreita em "11/22/63" (ou não fosse King o senhor das trevas), mas a verdadeira ameaça emana do próprio tempo. Se formos livres para mudar o passado, o quê ou quem nos pode impedir?

 

O livro tem os seus defeitos, a começar pela excessiva lamechice da história de amor que serve de interlúdio, e sobretudo o aparente desinteresse do autor em relação ao protagonista (sabemos quem é e o que faz, mas nunca chegamos a perceber o que o leva a embarcar nesta odisseia temporal), mas é difícil resistir-lhe a partir do momento que destranca o segredo para viajar no tempo: como impedir um dos eventos mais documentados da história norte-americana, e que, todavia, continua até hoje envolto num grande manto de suspeição e especulação? Qual é o grau de certeza necessário para tomar decisões de vida ou morte? Quão fácil seria parar Lee Harvey Oswald? E que consequências é que mudar o passado teria? São algumas das perguntas que atiçam esta leitura.

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