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16/11/10

Por falar em copyright

 

 

Este é o vídeo da apresentação que o André Luís, da equipa de qualidade e usabilidade do SAPO, deu na semana passada no Codebits sobre como ultrapassar o copyright (e devia ser visionamento obrigatório para quem faz questão de estragar as suas fotografias com marcas d'água).

 

Não, não se trata de abolir ou dar a volta aos direitos de autor, mas de encontrar outras maneiras de nos relacionarmos com as coisas que criamos. O título da apresentação, "Dr. © — How I Learned to Stop Worrying and Love Fair-Use Licensing", brinca bem com essa ideia (e oferece um exemplo de como um título apelativo pode suscitar o interesse das pessoas numa apresentação sobre copyright e questões que costumam ser um pouco chatas). Já existem outras maneiras de assinalar a autoria das coisas e o que os outros podem fazer com elas sem recorrer ao "todos os direitos reservados". O André oferece alguns exemplos disso, de licenças que podem ser aplicadas a obras de forma a permitir a sua reutilização, e tenta explicar por que fazem cada vez mais sentido num mundo em que todos nós somos ao mesmo tempo produtores e consumidores de alguma coisa.

 

No meu caso, seria muito difícil fazer alguns dos templates que faço sem recorrer a imagens ou fotografias abrangidas por uma licença de Copyleft (em que os autores oferecem os seus trabalhos para livre distribuição e modificação). Muitas das imagens que encontro no Flickr, por exemplo, já se encontram abrangidas por essas licenças, o que facilita a sua utilização, mas mesmo quando não estão, e as pessoas não sabem o que é a Creative Commons, a maioria dos autores com os quais entro em contacto mostram a mesma generosidade que está no espírito deste tipo de licenças. Como o André diz, e eu acredito piamente, a melhor coisa que pode acontecer a um trabalho nosso, à parte de ser vendido, é ser reapropriado. É chegar alguém e dizer: "eu consigo fazer mais qualquer coisa a partir disto".

 

E sim, todas as minhas fotografias no flickr estão debaixo de uma licença para roubar, desmontar, expor, usar, ampliar, cortar e colorir. Não é que valham muito, mas o espírito da coisa também passa por deixar algumas das nossas coisas ganhar vida própria.

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