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11/08/09

Bóra passear?

Bóra passear?



Quero começar por dizer que não era fã das ciclovias propostas para Lisboa. Em muitos casos, as ciclovias passam por sítios que já têm essa funcionalidade e espaço para acomodar toda a gente, peões e ciclistas. Esburacar, repavimentar, obstruir, incomodar, parecia-me desnecessário.

 


Mudei de ideias depois de passear pela ciclovia de Alcântara, recentemente inaugurada.


 

Mostra o que eu (não) sei sobre o assunto.

 


O mais impressionante em relação à nova ciclovia é que parece ter sido projectada por um artista de rua.

 

 

OK, eu não sei quem realmente projectou a ciclovia, mas estão a ver a primeira prova do que falo. Um excerto de um poema de Alberto Caeiro pintado no pavimento do Cais do Gás.

 


Boa escolha.

 


Portanto, não é só uma ciclovia. É uma instalação de rua, feita de migalhas de pão.

 

 

Até as tampas de esgoto tiveram direito a tratamento especial.

 


Novamente, "O Tejo é mais belo". 

 

 

"Pelo Tejo vai-se para o mundo"

 


Take it away, Tom:


(música de Tom Jobim, cortesia do Poemblog)


 

 

Conseguem imaginar quando isto der para ver do espaço, no Google Maps?

 


Ao longe, o novo espaço in da cidade.

 


Não resisti ao clichê.

 



 


E agora, a minha parte favorita da nossa expedição.

 


Faltam-me adjectivos para descrever a genialidade da ideia. Acho que só vamos lá com onomatopeias mesmo.

 


O canto das sereias da ponte 25 de Abril. Uma enorme onomatopeia pintada no chão.

Como eu imagino a cena, é como se quem andou a pintar as marcas da via tivesse feito uma pausa para descanso neste local e decidido ser um bocadinho, talvez um bocadão, criativo com a tinta. Acho que não foi assim que a coisa se passou, mas não custa imaginar que sim.


 


Penso que é mais mmmmm do que zummm, mas quem fez isto quis agradar a todos. Adorava saber quem teve a ideia.

 


Não é genial?

 


Novo running away from camera.

 


Também digna de nota, a arrojada tipografia.

 


Mais uma marca de criatividade no passeio, a alertar para a proximidade de pescadores. Duvido que funcione com os peixes. 

 


A ciclovia do Tejo, que ainda não está acabada, podia ser só mais uma ciclovia, umas marcas no chão e estava feita. Felizmente, a oportunidade apresentou-se a alguém de fazer algo original, que brinca com a paisagem, suscita a curiosidade ao longo do percurso e ainda tem tempo para elogiar o Tejo. Façam mais coisas assim.

 


Obrigado por decidirem passear connosco. Até à próxima.

 

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