Uma das coisas fixes de trabalhar com blogs é que nunca sabemos o que nos vai entrar pela loja. Alguém a pedir um blog com um tema egípcio, com pirâmides e cobras, ou labaredas ao som dos Metallica. Não é todos os dias assim, e existe repetição (e por vezes até marasmo), mas de vez em quando aterra-nos um "briefing" completamente inesperado em cima da secretária.
É um bocadinho a mesma coisa que me interessou em jornalismo, nunca saber bem o que o próximo dia podia trazer. Hoje podia estar a trabalhar sobre um assunto e amanhã já ter de dominar (até certo ponto) outro tema completamente diferente. Não é algo exclusivo ao jornalismo, claro, mas é uma daquelas profissões em que se tem de ser pau para toda a obra. Incluindo, ser enviado para o Iraque. É estranho descobrir que alguém (mais novo que eu, ainda por cima) com quem me cruzo nos corredores do trabalho encontra-se, subitamente, numa das cidades mais perigosas do planeta. Acho que isto resume bem o que estou a tentar dizer sobre o que é ser jornalista.
Já agora, por falar em jornalistas em situações perigosas, o Luís Castro encontra-se algures no Afeganistão ao serviço da RTP, integrado num batalhão norte-americano.
(este post era para ser sobre outra coisa completamente diferente, mas basta falar em "Iraque" e "Afeganistão" para subitamente tudo o resto parecer pouco pertinente)
