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horizonte artificial

ideias e achados.

Da feira do livro de Lisboa

03.07.15

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Chega maio e começo a sentir aquela antecipação em relação à feira do livro: o ambiente comedido de feira, o subir e descer do parque, os livros a desconto, o cheiro a farturas (porque comer uma já não é para mim), os encontros com amigos. A feira do livro é sobretudo isso, uma espécie de primeiro "first date" da cidade com o verão e visto desse prisma é difícil desiludir. Vou lá mais para o passeio, mas até eu achei difícil resistir aos descontos da Relógio D'Água: trouxe de lá Moby Dick, cuja tradução procuro ler há algum tempo, e o primeiro volume da coletânea de Oscar Wilde, que entrou finalmente nas minhas leituras.

Mais coisinhas sobre a feira do livro deste ano:

as fotografias da Paula Ferreira para o Corvo;

- a série Se (tivesse muito dinheiro e) passasse na Feira do Livro de Lisboa hoje da Madalena, com boas recomendações de leitura;

- e, por fim, para quem como eu gosta de ver o que os outros compraram na Feira, a tag feira do livro no SAPO Blogs.

A corrida mais curta do ano

21.06.15

Pratico natação há uns anos e este ano tive curiosidade em participar pela primeira vez numa prova de aquatlo. Achei que ia ser canja, dadas as distâncias envolvidas (um segmento de 250m de natação e outro de 2.5km de corrida seguido de mais 100m de natação), mas acabou por ser uma das coisas mais difíceis (e incríveis) que fiz recentemente (se calhar não é por acaso que este post surje depois do da meia-maratona).

 

Quando dei por mim estava debaixo de água a ser atacado de todos os lados por braços e pernas dos outros atletas. Nadar no meio de um cardume deve ser algo parecido. Fui ficando para trás (descobri que, mesmo com distâncias curtas como 250m, é muito diferente dar voltas sem descanso) e quando me arrastei para fora da piscina já nem via os meus competidores. Estava tão exaurido que não consegui sequer comandar os meus braços a vestir a t-shirt. Calcei os ténis (dica: ajuda desatar os ténis antes da prova começar) e lá consegui acalmar a respiração para atacar o percurso à volta da Cidade Universitária.

 

A corrida mais curta que fiz este ano acabou por ser também a mais difícil. Ser mais corredor do que nadador permitiu-me, todavia, recompensar algum do tempo perdido na piscina. Os últimos 100 metros de natação foram feitos da maneira mais atabalhoada possível, mas foram feitos.

Terminei nos últimos lugares do meu grupo etário, mas se há coisas que valem pela experiência, mesmo sem quase nenhuma preparação, esta foi uma delas.

A minha primeira meia-maratona

22.03.15

Depois do falhanço do ano passado, hoje corri finalmente a minha primeira meia-maratona de Lisboa.

Há cinco anos seguidos que não falho este domingo na ponte (como participante da mini-maratona) e este foi provavelmente o mais nublado. Não que tenha feito qualquer diferença ao nível da temperatura. Aos 8km da prova já procurava aproveitar qualquer réstia de sombra ao longo do percurso, fosse proporcionada por árvores ou por um dos comboios da linha de Cascais.

O meu recorde anterior de distância era de 16km, pelo que não sabia mesmo o que me esperava hoje, ao passar essa fronteira. Posso dizer que foi bem mais fácil do que imaginava, sem demasiado esforço e qualquer dor. Inesperadamente, foi mais difícil psicologicamente do que em termos físicos. Os últimos 4km, em particular, pareciam um campo de batalha, com sucessivos corredores a precisarem de assistência, incluindo uma situação envolvendo reanimação (que, infelizmente, soube mais tarde, não foi bem sucedida).

O som repetitivo da passada da multidão a certa altura começou a moer. Estávamos todos a seguir na mesma direção, mas tão focados no nosso desempenho individual que não diferiu muito de correr sozinho. Foram duas das horas mais solitárias que passei no seio de uma multidão, isso é certo.

Tinha o objetivo algo irrealista de completar os 21km da prova em menos de 2 horas, a uma média de 6 minutos por quilómetro, e algo inesperadamente consegui, com 51 segundos de margem (tempo oficial: 1h59m09s). Não tenho a certeza do que se segue, nem sequer se quero voltar a participar numa corrida organizada desta dimensão, mas para já, fica a sensação de um objetivo cumprido.

Uma citação que resume a minha relação atual com livros

15.02.15

"Quando fui directora de uma escola, convidei várias vezes o [pensador] Agostinho da Silva a ir falar com os alunos. E lembro-me de uma vez ele dizer que dava os livros, não os guardava porque ficaria preso. Dizia que se não tivesse livros estava sempre pronto a partir. Realmente, os livros amarram-nos."

Daqui: Uma biblioteca para flanar em Lisboa

Vamos a isto

10.01.15

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5 apps de 2014

27.12.14

Hoje voltei a conseguir correr 10km, mas isso vai ter de esperar por outro post. Há exatamente um ano escrevia aqui sobre as apps que mais usei ao longo de 2013 e as coincidências são do melhor quebra-posts que há para um blog irregular como o meu. Aqui vão, portanto, as minhas 5 apps mais usadas de 2014.

 

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Goodreads

Comecei o ano com a resolução de ler (educar-me, distrair-me, desafiar-me) mais e o Goodreads ajudou-me a cumpri-la. O desafio de ler "x livros" serviu para definir o objetivo, mas a app aparece logo ao abrir do home screen por outra razão: tornou-se o meu bookmark virtual. Pode parecer estúpido, mas comigo, uma app funciona melhor do que um marcador de papel, que passo a vida a perder de qualquer modo. Além disso, foi através da app que fui descobrindo e me foram sendo recomendados alguns dos livros de que mais gostei de ler em 2014.

 

iBooks

Outra entrada nova no home screen relacionada com leitura. Naqueles casos em que o livro está disponível gratuitamente, ou que fica mais barato em formato ebook, descobri que consigo ler sem problemas um livro no pequeno ecrã do iPhone.

 

Spendee

Custou 2 euros na altura, mas é a melhor app que descobri, e por isso passei a usar, para registar e analisar despesas.

 

Lisboa Move-Me

Apesar de tudo (do nome estranho e de alguns problemas de usabilidade), continuei a usar esta app em 2014 para me movimentar melhor por Lisboa na rede de autocarros da Carris. Há muito espaço para melhorias, e se eu fosse a Carris, começaria a trabalhar numa app própria, com mais valências.

 

Things

Uma entrada nova na lista, mas, devo confessar, não tão utilizada quanto possa parecer, apesar do posicionamento. O Things é uma excelente aplicação para fazer e gerir listas de to-do's e afins que tem a vantagem de poder ser sincronizada com uma aplicação desktop - apenas Macs, infelizmente, o que pode explicar a minha utilização irregular (uso um Windows durante boa parte da semana).

os outtakes de 2014

24.12.14

Os momentos de 2014 que por algum motivo (os mais frequentes: falta de WiFi, má qualidade e preguiça) não foram instagramados ou blogados. Todas as fotografias feitas com um iPhone. (os outtakes de 2013 estão aqui)

 

 

wishlist: Star Wars Storyboards: The Original Trilogy

14.12.14

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Encontrei esta maravilha à venda na Fnac e foi precisa muita força interior para resistir a trazê-la para casa. É o livro ideal para ir passando o tempo até ao próximo dezembro (provavelmente a coisa mais longínqua que tenho debaixo de olho no meu calendário) e descobrir a fórmula que gerou a trilogia mais adorada do cinema.

o vídeo mais extraordinário que vi nos últimos tempos

03.12.14

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A Airbus quis mostrar ao mundo o seu novo modelo A350-900 e o resultado é um vídeo promocional assombroso, que mostra cinco aeronaves a voarem em formação e impossivelmente perto umas das outras. Um feito técnico conseguido com muito trabalho de planeamento e de equipa, como o vídeo começa por mostrar, e muita majestade.

Lançamento

04.10.14

Nunca pensei que pudesse experimentar tantas sensações físicas sentado a uma secretária, frente a um ecrã de computador. Já tinha passado por outros lançamentos de funcionalidades antes no trabalho, mas esta semana foi diferente: no fim do dia, sou eu que tenho de explicar as mudanças feitas.

 

Apesar de já saber o que me esperava, nada nos prepara para a avalanche de feedback (e emoções) que acionamos ao mexer com os hábitos e gestos de outros seres humanos, que reajem (surpresa!) como humanos. E depois percebemos que essa onda de neve vem na nossa direção. Felizmente, no nosso caso, o lançamento passou sem bugs ou problemas graves, mas até as coisas mais pequenas conseguem ganhar grandes proporções para quem está familiarizado com um botão ou gesto. Podem mudar, ampliar e remodelar a casa toda, mas deixem de fora aquele cabide atrás da porta, e é garantido que é nisso que o vosso cliente vai reparar ao entrar.

 

Em termos de usabilidade, sociologia e comunicação (pela forma que temos de encontrar de apresentar, explicar e envolver as pessoas na mudança), é uma experiência fascinante e que exigiu, a nível pessoal, tudo o que aprendi nos primeiros anos deste trabalho com uma das melhores profissionais neste ramo.

 

Mexer com a tensão arterial não é uma coisa boa, mas há uma parte de mim (a maior, para dizer a verdade), que delirou com o desafio. E isto só é possível quando temos 101% de convicção de que, se pudéssemos voltar atrás no tempo, só faríamos mais e nunca menos. Caramba, se não faria mais! :)

 

Agora vou ali sofazar, pôr séries em dia (Veep, vejam a Veep, a sério) e tentar parar de consultar o meu e-mail a cada 5m.