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horizonte artificial

ideias e achados.

A minha primeira meia-maratona

22.03.15

Depois do falhanço do ano passado, hoje corri finalmente a minha primeira meia-maratona de Lisboa.

Há cinco anos seguidos que não falho este domingo na ponte (como participante da mini-maratona) e este foi provavelmente o mais nublado. Não que tenha feito qualquer diferença ao nível da temperatura. Aos 8km da prova já procurava aproveitar qualquer réstia de sombra ao longo do percurso, fosse proporcionada por árvores ou por um dos comboios da linha de Cascais.

O meu recorde anterior de distância era de 16km, pelo que não sabia mesmo o que me esperava hoje, ao passar essa fronteira. Posso dizer que foi bem mais fácil do que imaginava, sem demasiado esforço e qualquer dor. Inesperadamente, foi mais difícil psicologicamente do que em termos físicos. Os últimos 4km, em particular, pareciam um campo de batalha, com sucessivos corredores a precisarem de assistência, incluindo uma situação envolvendo reanimação (que, infelizmente, soube mais tarde, não foi bem sucedida).

O som repetitivo da passada da multidão a certa altura começou a moer. Estávamos todos a seguir na mesma direção, mas tão focados no nosso desempenho individual que não diferiu muito de correr sozinho. Foram duas das horas mais solitárias que passei no seio de uma multidão, isso é certo.

Tinha o objetivo algo irrealista de completar os 21km da prova em menos de 2 horas, a uma média de 6 minutos por quilómetro, e algo inesperadamente consegui, com 51 segundos de margem (tempo oficial: 1h59m09s). Não tenho a certeza do que se segue, nem sequer se quero voltar a participar numa corrida organizada desta dimensão, mas para já, fica a sensação de um objetivo cumprido.

Uma citação que resume a minha relação atual com livros

15.02.15

"Quando fui directora de uma escola, convidei várias vezes o [pensador] Agostinho da Silva a ir falar com os alunos. E lembro-me de uma vez ele dizer que dava os livros, não os guardava porque ficaria preso. Dizia que se não tivesse livros estava sempre pronto a partir. Realmente, os livros amarram-nos."

Daqui: Uma biblioteca para flanar em Lisboa

Vamos a isto

10.01.15

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5 apps de 2014

27.12.14

Hoje voltei a conseguir correr 10km, mas isso vai ter de esperar por outro post. Há exatamente um ano escrevia aqui sobre as apps que mais usei ao longo de 2013 e as coincidências são do melhor quebra-posts que há para um blog irregular como o meu. Aqui vão, portanto, as minhas 5 apps mais usadas de 2014.

 

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Goodreads

Comecei o ano com a resolução de ler (educar-me, distrair-me, desafiar-me) mais e o Goodreads ajudou-me a cumpri-la. O desafio de ler "x livros" serviu para definir o objetivo, mas a app aparece logo ao abrir do home screen por outra razão: tornou-se o meu bookmark virtual. Pode parecer estúpido, mas comigo, uma app funciona melhor do que um marcador de papel, que passo a vida a perder de qualquer modo. Além disso, foi através da app que fui descobrindo e me foram sendo recomendados alguns dos livros de que mais gostei de ler em 2014.

 

iBooks

Outra entrada nova no home screen relacionada com leitura. Naqueles casos em que o livro está disponível gratuitamente, ou que fica mais barato em formato ebook, descobri que consigo ler sem problemas um livro no pequeno ecrã do iPhone.

 

Spendee

Custou 2 euros na altura, mas é a melhor app que descobri, e por isso passei a usar, para registar e analisar despesas.

 

Lisboa Move-Me

Apesar de tudo (do nome estranho e de alguns problemas de usabilidade), continuei a usar esta app em 2014 para me movimentar melhor por Lisboa na rede de autocarros da Carris. Há muito espaço para melhorias, e se eu fosse a Carris, começaria a trabalhar numa app própria, com mais valências.

 

Things

Uma entrada nova na lista, mas, devo confessar, não tão utilizada quanto possa parecer, apesar do posicionamento. O Things é uma excelente aplicação para fazer e gerir listas de to-do's e afins que tem a vantagem de poder ser sincronizada com uma aplicação desktop - apenas Macs, infelizmente, o que pode explicar a minha utilização irregular (uso um Windows durante boa parte da semana).

os outtakes de 2014

24.12.14

Os momentos de 2014 que por algum motivo (os mais frequentes: falta de WiFi, má qualidade e preguiça) não foram instagramados ou blogados. Todas as fotografias feitas com um iPhone. (os outtakes de 2013 estão aqui)

 

 

wishlist: Star Wars Storyboards: The Original Trilogy

14.12.14

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Encontrei esta maravilha à venda na Fnac e foi precisa muita força interior para resistir a trazê-la para casa. É o livro ideal para ir passando o tempo até ao próximo dezembro (provavelmente a coisa mais longínqua que tenho debaixo de olho no meu calendário) e descobrir a fórmula que gerou a trilogia mais adorada do cinema.

o vídeo mais extraordinário que vi nos últimos tempos

03.12.14

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A Airbus quis mostrar ao mundo o seu novo modelo A350-900 e o resultado é um vídeo promocional assombroso, que mostra cinco aeronaves a voarem em formação e impossivelmente perto umas das outras. Um feito técnico conseguido com muito trabalho de planeamento e de equipa, como o vídeo começa por mostrar, e muita majestade.

Lançamento

04.10.14

Nunca pensei que pudesse experimentar tantas sensações físicas sentado a uma secretária, frente a um ecrã de computador. Já tinha passado por outros lançamentos de funcionalidades antes no trabalho, mas esta semana foi diferente: no fim do dia, sou eu que tenho de explicar as mudanças feitas.

 

Apesar de já saber o que me esperava, nada nos prepara para a avalanche de feedback (e emoções) que acionamos ao mexer com os hábitos e gestos de outros seres humanos, que reajem (surpresa!) como humanos. E depois percebemos que essa onda de neve vem na nossa direção. Felizmente, no nosso caso, o lançamento passou sem bugs ou problemas graves, mas até as coisas mais pequenas conseguem ganhar grandes proporções para quem está familiarizado com um botão ou gesto. Podem mudar, ampliar e remodelar a casa toda, mas deixem de fora aquele cabide atrás da porta, e é garantido que é nisso que o vosso cliente vai reparar ao entrar.

 

Em termos de usabilidade, sociologia e comunicação (pela forma que temos de encontrar de apresentar, explicar e envolver as pessoas na mudança), é uma experiência fascinante e que exigiu, a nível pessoal, tudo o que aprendi nos primeiros anos deste trabalho com uma das melhores profissionais neste ramo.

 

Mexer com a tensão arterial não é uma coisa boa, mas há uma parte de mim (a maior, para dizer a verdade), que delirou com o desafio. E isto só é possível quando temos 101% de convicção de que, se pudéssemos voltar atrás no tempo, só faríamos mais e nunca menos. Caramba, se não faria mais! :)

 

Agora vou ali sofazar, pôr séries em dia (Veep, vejam a Veep, a sério) e tentar parar de consultar o meu e-mail a cada 5m.

O privilégio

01.10.14

Tenho a vista cansada, com os olhos aos tremeliques, mas tinha de vir aqui e registar este dia com um post (só meu, sem tentativas de ter graça).

 

O dia hoje no SAPO foi enorme e marcado pelo lançamento de uma nova marca, nova homepage, nova área de conteúdos lifestyle, novas aplicações, nova área de ajuda e, sim, uma nova área de edição e personalização nos Blogs, onde trabalho.

 

São as últimas peças de um puzzle que está a ser contruído há meses no SAPO e foi incrível assistir à junção dessas peças nos últimos dias. O resultado está finalmente à vista de todos e só pode despertar curiosidade em relação ao futuro do SAPO.

 

Pela minha parte, estou muito orgulhoso pelo que conseguimos fazer para melhorar a experiência de quem tem blog no SAPO.

 

A homepage e todas as páginas da área de gestão foram redesenhadas e parecem laminadas, tão polido e funcional é o design da Isa. Escrever neste editor espaçoso é um prazer e só convida a escrever mais e mais (mérito do Jonatas). Mudar e personalizar um template é imediato e facílimo, tal e qual como o Sérgio prometeu que seria. E está tudo a funcionar, sem problemas graves, muito devido à atenção e zelo do Francisco. E depois ainda há o Vítor, que maquetou, questionou e testou tudo. A Teresa que coordenou, a ajuda do Tiago e do Mário. A Treza que testou, a Jonas que nos deu confiança, o Bernardo que fotografou, etc, etc.

 

Podia continuar a referir nomes próprios que provavelmente não vão dizer muito aos poucos que ainda não tiverem desistido aqui do horizonte. Mas a conclusão a que quero chegar é esta: esta malta trabalha toda no mesmo sítio. E isso não é um acidente. Foi e continua a ser um privilégio trabalhar com estas pessoas.

 

Hoje dou graças por esse privilégio.

Plim, a nova app da Caixa

13.05.14

 

O Plim é uma nova app da Caixa Geral de Depósitos que permite pedir e receber pequenos pagamentos de amigos ou conhecidos usando os contactos do smartphone. Apanhei a referência à nova app no twitter da Meios & Publicidade, pus logo o vídeo explicativo a correr e bastaram os primeiros segundos para perceber o potencial da aplicação. Ainda não deu para testar com ninguém, mas se funcionar tão bem quanto o vídeo sugere, é algo que me vejo a usar no meu dia-a-dia, sobretudo naquelas situações em que temos um amigo a comprar qualquer coisa por nós e não temos imediatamente como lhe pagar de volta.

 

Não faço ideia de quanto tempo demorou a desenvolver e vender isto à CGD (segundo a Meios & Publicidade, o desenvolvimento esteve a cargo da Innovagency, Armis e IT Sector), mas adorava saber mais. Por outro lado, mostra bem como estamos necessitados de inovação na área dos pagamentos. Os bancos, para começar, estão numa posição privilegiada: são os melhores colocados para puxar por mais inovação e o maior obstáculo a colocar-se no seu caminho. Pode ser que aqui o Plim venha ajudar a mudar isso.