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horizonte artificial

uma forma preguiçosa de fazer um post

13.04.14
Abrir o camera roll desta semana.

 

Ninguém fala dos ténis-selfies.

 

A cidade às camadas.

 

Nova rubrica: fotografar amigos em contraluz.

 

Quase aposto que foi ele próprio.

 

Sempre o Tejo.

 

Grandes retratos.

7 anos de Blogs

01.04.14

Nunca pensei que fosse um trabalho que durasse para lá do primeiro verão e hoje apercebi-me que faz este mês 7 anos desde que comecei a trabalhar, a sério e tempo inteiro, com blogs. O melhor que posso dizer deste trabalho, e de todas as coisas boas que me proporcionou até aqui, é isto: é o melhor sítio que eu podia ter esperado encontrar para aprender novas coisas, mexer em áreas que me interessam (internet, comunidades e o que acontece quando as duas se cruzam) e, inesperadamente importante, crescer com os meus erros. Não é qualquer sítio, nem qualquer chefe, que nos dá esse espaço para crescer, sobretudo quando se entende crescer como algo mais do que acumular conhecimentos.

 

Algumas das coisas que aprendi nestes 7 anos:

- trabalha-se em equipa, dentro de uma empresa, mas sempre para algo que está lá fora, para alguém que pode estar do outro lado do mundo ou só cruzar-se com o nosso trabalho daqui a anos, mas que mais cedo ou mais tarde, vai contactar com as nossas decisões e valores. É por isso que é importante pensar nas escolhas e compromissos que vamos fazendo ao longo do percurso. Não vamos acertar sempre, e nesta área o mais provável é passar de certo a errado em pouco mais de 6 meses, mas temos de estar prontos a explicar o porquê dessas escolhas.

- a ser o meu próprio chefe: não há horário, picagem ou pessoa que se possa substituir à nossa consciência e ética de trabalho. Devo parte dessa descoberta à Jonas, que nunca me vigiou (e quero acreditar que também por não ter precisado) em relação a qualquer aspeto do meu trabalho.

- a definir o nosso próprio trabalho: parece que me estou a repetir em relação ao que digo acima, mas é diferente. Significa olhar para o lugar que ocupamos, para as responsabilidades que nos confiaram e perguntar: "isto é tudo aquilo que preciso de fazer?" Podemos chegar à conclusão que há mais ou menos coisas que devíamos estar a fazer, mas o importante é perceber que essa definição também parte de cada um, que não há ninguém que possa definir absolutamente, e por nós, aquilo que sabemos, podemos e devemos fazer. É uma pergunta que me estou sempre a colocar, não para responder com mais ou menos coisas, mas para me certificar que estou a fazer aquilo que é importante. Mais ninguém pode colocar esta pergunta por nós.

-decorre do ponto acima: aprender a dizer não. E atenção que há muitos tipos de nãos, a começar por aqueles que nos tocam: quando alguém confia em mim o seu tempo e as suas expetativas, tenho de ser o primeiro a estar disposto a avaliar e dizer que não sou capaz ou a escolha certa.

- relacionado com o item acima: é saudável, mesmo que não possamos fazer muito em relação a isso, saber reconhecer um frete.

- aprendi, graças à Jonas, a não ter medo de contactar diretamente com os destinatários do nosso trabalho. Podemos escolher as palavras erradas (tenho um pequeno grande historial que cabia aqui, com fails meus a esse nível), podemos até ter de assumir que errámos, mas recuso a ideia de que é possível trabalhar em algo e estar isolado das pessoas para quem, no fim de contas, se trabalha.

- uma lição válida para a vida e plataformas de blogs: não podemos ser tudo para todos.

mudança de estação

22.03.14

o poeta artificial e o corredor natural

22.03.14

Duas histórias curiosas desta semana que vale a pena associar aqui: o investigador de Coimbra que criou um poeta artificial (é o tipo de coisa que este blog não podia deixar escapar) e o corredor que fez os 21km da meia maratona de Lisboa descalço.

a regra nº1 de correr uma meia-maratona

14.03.14

É não publicitá-lo no blog. Para não acontecer, duas semanas depois, ter de anunciar que já não se vai participar devido a uma lesão.

 

O meu joelho direito começou a doer há duas semanas depois de uma corrida, parei uns dias para descansar, e voltei a testar esta semana, mas a dor voltou quase imediatamente. Estivesse tudo OK, e mesmo com a preparação já estragada, iria correr no domingo, mas bastou correr mil metros, na quarta-feira, para o joelho voltar a dar sinais de problemas.

 

Estou um bocadinho frustrado, tendo em conta que comecei a preparar-me para esta corrida em Dezembro (208 quilómetros corridos desde então), mas sobretudo desanimado com a ideia de ter de parar de correr por uns tempos, logo na melhor da altura do ano para o fazer em Lisboa. Na última semana, com a chegada do bom tempo, foi ver corredores a surgirem de todas as esquinas e direções na Baixa e junto ao rio.

 

No domingo espero que o joelho me permita ir caminhar na mesma, e passar a ponte (a melhor parte). Se forem, boa corrida!

15 dias para a meia-maratona de Lisboa

01.03.14

 

A meia-maratona de Lisboa é já dia 16 de março. Vai ser a quinta vez que atravesso a ponte 25 de Abril a pé e a primeira vez a correr a meia-maratona (21km), sendo que a maior distância que fiz a correr até hoje foi 16km - e chegar lá foi como esbarrar numa parede. O objetivo é fazer os 21km sem parar ou caminhar (e só colapsar na meta).

 

Inscrevi-me na prova no final de dezembro e imaginar-me a desistir a meio ou a não aguentar os 21km a correr forneceu a motivação que precisava para cumprir uma resolução antiga de passar a correr diariamente. Não sou obcecado por correr, nem tenciono passar a ser, mas gosto da ideia de fazer exercício físico ao ar livre, sem restrições de horário ou percurso. Virar à esquerda quando quiser, seguir pela primeira vez por aquela rua, olhar por cima do ombro e ver o dia a nascer sobre a cidade.

 

Depois de ter conseguido chegar aos 16km, no início de fevereiro, passei a estar mais otimista em relação às minhas possibilidades, mas de vez em quando vou rever no Google Maps o percurso da prova e o meu ceticismo aumenta a cada nível de zoom no mapa, à medida que as distâncias começam a ficar mais próximas da realidade. Conheço pessoas que fazem 10km como se fosse um passeio no parque, mas 21km e 2 horas de corrida (estimativa baseada no meu ritmo médio de 5'44/km) estão completamente fora da minha área de conforto.

 

Estou cético e um bocadinho apreensivo com o esforço necessário para cumprir o objetivo, mas mais do que isso, estou entusiasmado (e é daí que vem este post) com a ideia de ultrapassar um limite físico meu e curioso com a sensação que se seguirá.

 

Dia 16, por esta hora, já saberei.

como saber quando alguém não usa o seu próprio serviço

23.02.14

 

Quando desenhas uma app:

 

1) para ser facilmente consultada por pessoas na rua, "on the go";

2) com pressa para apanharem um transporte público, que pode ou não estar a chegar à paragem mais próxima;

3) e, certo dia, decides informar essas pessoas, ao abrirem a app, sobre a tua vontade de "mudar de imagem";

4) sempre que a app é aberta

 

É porque não usas a app que desenhaste.

power songs: And we run, John & Jehn

22.02.14

Obrigado, Ana!

a ponte: de luz

16.02.14

 

Esta semana.

soprar as velas ao facebook

04.02.14

Passei o dia no twitter a descompor a cobertura televisiva do aniversário do facebook, feita da tradicional inabilidade da televisão para falar de coisas que só existem "virtualmente" e de tentativas confragedoras de sublinhar como o facebook "mudou as nossas vidas". Na SIC, o Primeiro Jornal, um programa noticioso visto potencialmente por milhões de espetadores, deu por si a tentar extrair assombro com os "dois mil gostos" obtidos por uma fotografia publicada em direto na rede social. O impacto do facebook é mesmo tão grande que seria de esperar que fosse mais fácil (e simples) de abordar o tema, sem recorrer a tantos pasmos e explicações.

 

Vá, mas frustrações à parte, vale a pena destacar e falar da forma como o facebook assinalou o seu próprio aniversário, com esta aparentemente modesta Retrospetiva.

 

Basta abrir a página e o visitante é imediatamente brindado com um pequeno vídeo, gerado automaticamente a partir das suas mensagens e fotografias mais comentadas na rede social. É um conceito com o qual o facebook e o instagram têm vindo a brincar há já alguns anos (com os tradicionais especiais de fim de ano), mas o trabalho de animação aqui vai um bocado mais longe com a ideia. As transições e os efeitos do vídeo estão ao nível de um anúncio televisivo, o que dá a ilusão que foi preparado por um editor humano antes de chegar ao utilizador. É um abre-olhos instantâneo e o sonho de qualquer profissional da comunicação que persegue esse santo gral que é o deleite em massa.

 

O postal é assinado, num belo toque final de personalização, pelo "Mark" e equipa do facebook.

 

As melhores ideias são estas, feitas de substância (neste caso, as próprias experiências e momentos partilhados pelo utilizador), modéstia (sem falsos auto-elogios) e magia (tecnológica).